Quando regressei de Angola, e ainda três ou quatro dias no Depósito de Adidos sito na Calçada da Ajuda, regressei à ilha Terceira no paquete Angra do Heroísmo. Nessa mesma viagem, algumas caras conhecidas, uma delas o meu saudoso amigo Antero Gonçalves, figura muito querida dos faialenses em função do seu trajeto como atleta e posteriormente como comentador da Rádio Difusão Portuguesa.
A chegada à Terceira seria na segunda-feira. No domingo, porém, jogava-se no Faial o jogo decisivo para o apuramento do representante açoriano à Taça de Portugal entre o Angrense e o Fayal Sport Clube, com a vitória a sorrir ao Angrense por 3-1. Felizmente que, no navio, deu para ouvir o relato do jogo. De um lado eu e o Eduardo Silveira (que foi atleta do Angrense e que mais tarde emigrou para os Estados Unidos. Nos reencontrámos no ano de 2000 no Lar dos Leões e, Newark) e do outro o próprio Antero Gonçalves que, como se sabe, sempre representou o Fayal Sport no futebol e em outras modalidades.
De resto, ainda deu para eu ir ao cais do Porto das Pipas para assistir à chegada triunfante do Angrense. Recorde-se que para o emblema encarnado da Rua de São João, por capricho do sorteio, coube-lhe o “Benfica-mãe”. As direções acertaram para o Angrense desistir da eliminatória, enquanto que o Benfica, como contrapartida, realizaria um amistoso em Angra, o que veio a acontecer. O motivo do pedido do Benfica deveu-se ao facto do grémio da Luz estar empenhado na então Taça dos Clubes Campeões Europeus.


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