As marés que tinha não chegavam...
A linguagem das ondas, era outra, a vida passava de repente...
Ou por vezes tão lenta como o sol a morrer no mar...
Havia dores antigas…
Lembranças de dores sem nome...
Soletro outro idioma...
Reconheço-me?
Não reconheço?!
Sou eu mesma?!
Perdi as graças do mar... que me trazia os silêncios do mundo...
Não sei fazer mais nada, do que cultivar letrinhas para nascerem palavras...
Perco-as por vezes...
(Mas no que é perdido, ainda podemos renascer)!
Uma "jovem-menina", que sempre se pensou marinheira, e que vira do avesso o coração!
(Mas eu sei que o mar não me esqueceu... volta sempre a estas praias... onde recebo a ilha na mudança dos ventos!)
E vai encontrando de mim...
Quem pelas palavras me procura!
Pelos ventos me transporta...
Pelo sorriso me guarda...
Pela saudade me lembra!
E deixo-vos à porta das minhas palavras as vossas lembranças...
ilusões e memórias!” :-)
Mizé

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