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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Do jornalista Souto Gonçalves - P'RA BAIXO E P'RA DIANTE



P'RA BAIXO E P'RA DIANTE

Já perto do meio-dia parei o carro ao pé do Portão de Porto Pim e fui a pé «p'ra baixo» para a Conceição. Dei meia volta no Terminal Marítimo e segui «p'ra diante» para as Angústias.

No 125.º aniversário do Amor da Pátria, em 1984, faz agora em novembro 35 anos, o Dr. Tomaz Duarte, que discursou na sessão solene, explicou porque é que os faialenses, principalmente os hortenses, vão «p'ra diante» em direção às Angústias e «p'ra baixo» quando se dirigem à Conceição.

Não me lembro da explicação e não encontro a cópia do discurso que guardei na altura.

Alguém sabe?

2.MAS QUE RAIO!

Nunca ninguém pôs em causa os benefícios e o avanço que representa o novo Terminal Marítimo (que não tem um nome atribuído, como o da Madalena, não sei porquê).

O que se tem questionado é, precisamente, a «orientação» do molhe norte, conforme bem refere José Decq Mota. Terá sido (só) por falta de dinheiro que se construiu mais dentro? E como muito bem documenta a fotografia, ninguém se lembrou dos efeitos que essa orientação provocaria?

Parece-me que bastaria ter feito um desenho numa sebenta para se perceber o que iria a acontecer.

A juntar a este disparate e não fora a chamada de atenção de quem está atento a estas coisas -- volto a chamar à colação o nome de José Decq Mota -- e ter-se-ia cometido nova asneira -- e da grossa -- no projeto da 2.ª Fase das obras do porto, comprometendo a segurança e o conforto da Marina (norte) e, desse modo, pondo em causa o papel de um dos principais fatores de dinamização da economia do Faial.

Será que tudo isto é falta de cuidado, de empenho, de competência?

Mas aquilo que mais aflige é que, com estas coisas a meterem-se pelos nossos olhos dentro, ainda haja faialenses que preferem ver apenas os aspectos positivos destes investimentos, renegando, sistematicamente, os erros cometidos. A quem aproveita tal atitude?

Estou cada vez mais próximo da ideia de que, se é para estragar mais, então que não se mexa.

Evidentemente que esta posição inviabiliza o nosso desenvolvimento, mas enquanto estivermos à mercê de decisões levianas o futuro não é para ainda!
Recentemente na Assembleia Municipal o deputado municipal Luís Prieto «explicou» que tudo o que se tem feito no Porto da Horta tem sido objeto de «estudos».

Mas, que raio! Só é possível tirar uma conclusão: ou há má-fé ou então há quem se esteja marimbando para isto tudo.

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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