Lavar as mãos, de repente,
Fez-se dos usos mais sãos.
Tudo porque muita gente
Quase não lavava as mãos.
Agora lavam mais vezes
E andam em bicos de pés,
Higiénicos fregueses
Como eu sou e tu és.
Lavá-las bem, por sinal,
É prática muito boa,
Pois se as lavarmos mal,
O Corona não perdoa.
Assassino, traiçoeiro,
Mostrengo devorador,
Forçou o mundo inteiro
A lavar as mãos em dor.
Pilatos sabe-o bem,
Vai doer eternamente.
Lavou as suas também
No sangue dum inocente.
Mãos pregadas numa cruz,
Olhos caídos no chão,
Assim faleceu Jesus,
Pronto a dar-nos a mão.
Mãos do Mestre redentor
Ressuscitam confiança;
Que nenhuma feia dor
Nos mate a esperança
Sempre viva no amor
Cristalino de criança.


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