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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Da escritora Graziela Veiga - MULHER...


MULHER...

Ser mulher, exige conhecimento muito além daquele que, a maioria dos homens, simples mortais, possam compreender.
As mulheres vivem mil vezes numa só vida, lutam por causas perdidas e quase sempre saem vencedoras. São antes de ontem e depois do amanhã, desconhecem a palavra recompensa, apesar de todos os seus actos. As mulheres caminham na dúvida, cheias de certezas, correm atrás das nuvens num dia de sol e alcançam o sol num dia de chuva.
As mulheres choram de alegria e muitas vezes, sorriem, embora tristes, cancelam sonhos em prol de terceiros, mormente os filhos. Acreditam quando mais ninguém acredita, esperam quando mais ninguém espera.
As mulheres identificam um sorriso triste e uma lágrima falsa, são enganadas e dão sempre mais uma oportunidade, caem no fundo do poço e emergem sem ajuda, na maioria dos casos.
As mulheres estão em mil lugares de uma só vez. Fazem mil papéis ao mesmo tempo, são fortes em fingir que são frágeis, só para ganharem um pouco de atenção, um carinho.
As mulheres perdem-se e encontram-se nas palavras, distribuem emoções que nem sempre são perceptíveis.
As mulheres sabem perdoar, tentam recuperar o irrecuperável, entendem o que mais ninguém consegue desvendar, pois têm o sexto sentido.
As mulheres estendem a mão a quem ainda não pediu, doam o que ainda não foi solicitado, não têm vergonha de chorar por amor, sabem a hora certa do fim, mas esperam sempre um recomeço. As mulheres são destemidas em viver, mesmo apesar dos dissabores, das desilusões, das traições e das decepções. As mulheres são mães dos seus filhos, e também são mães dos filhos dos outros, quando os olham nos olhos com ternura e complacência.
As mulheres confiam no amanhã, aceitam o ontem, desbravam caminhos difíceis, por vezes, em momentos inoportunos e ainda fincam a bandeira da conquista.
As mulheres hospedam no coração, o sentimento do perdão, voltam no tempo todos os dias e vivem nalguns instantes, coisas que nunca ficaram esquecidas.
As mulheres choram caladas as dores da vida, mas logo, numa questão de segundos, já voltam a sorrir. Sobem degraus sempre com um objectivo, o de alcançar a meta a que se propõem, mas se tiverem que descê-los, fazem-no sem ajuda, tropeçam, caem e voltam a andar.
Algumas mulheres são autênticas guerreiras quando o sol nasce e quando chega o ocaso, transformam-se na mais bela "Cinderela".
As mulheres têm um não sei quê na sua alma, talvez um tesouro escondido, carregado de amor, carinho e atenção. Não há dificuldades que não sejam superadas pelo homem que está envolvido no verdadeiro amor de uma mulher.
Dificuldades e obstáculos fazem parte da vida, e a mulher é perita em superá-los.

27.04.2020
Graziela Veiga
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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