Da Live 4 – Uma história passada com Luciano Pavarotti
Por norma, e sempre que possível, convenhamos vou aos meus arquivos (muita, muita coisa está por lá) e, desta feita, do também muito que já escrevi sobre o maestro Eduardo Lages, deparei com este apontamento: Nos poucos meses que passei na Barra da Tijuca, Rua Aroásis, sempre dizia que, por aquelas redondezas, faltava algo para passarmos uma noite alegre. Também por ali perto, fica situado o Projac, estúdios da rede Globo. A notícia da abertura do Américas Bar veio, de facto, e no sentido apontado, colmatar uma lacuna de ambiente noturno. Mas, para além de tudo isto, um facto que muito nos alegra e que consiste no convite que foi endereçado ao maestro Eduardo Lages para diretor musical. E, de resto, é mais um título de honra para juntar a tantos outros, sabendo-se que estamos na presença de um dos maiores ícones da música brasileira, profundo conhecedor da MPB.
Nesta Live 4 - Disse que tem planos para uma música ser gravada por um italiano. Tocou a música, óbvio ainda sem a letra. E, para o efeito, até já escolheu o seu amigo cantor italiano. Da primeira música que tocou, CHEGA DE SAUDADES de Tom Jobim. Eduardo Lages é fã da música italiana, tal como eu desde muito jovem. Contou uma história passada com Luciano Pavarotti, num show em que Pavarotti participou com Roberto Carlos. Isto aconteceu em Porto Alegre. Mas de tudo isto, a história dos 200 dólares que passaram do seu limite no banco. Deu, posteriormente, para o Pavarotti, no bom sentido, se deliciar com isso. “Um maestro do rei a dever 200 dólares ao banco” (rssss). E veio mais música, desta feita com MEU AMOR. De Zezé de Camargo, que Lages considera uma grande pessoa, um grande amigo. Mas, de histórias, muitas mais teremos nas próximas LIVES. Será que ele vai contar aquela com o Armindo Guimarães no Porto, um almoço de bacalhau com batatas ao murro? Eduardo Lages com umas pinceladas relacionadas com a LIVE de Roberto Carlos no DIA DAS MÃES. Revelou que ficou muito tempo sem tocar piano, porque queria ser maestro de orquestra. Nessa altura, ainda morava em Niterói, na altura em que ainda não existia a ponte. Trabalhava no Rio de Janeiro e, como tal, regressava a casa muito tarde. Cansado, naturalmente. Só voltou ao piano quando já estava com Roberto Carlos. E, alternadamente, músicas conhecidas de amigos que também o ajudaram muito neste trajeto. Resumindo e concluindo: Mais uma LIVE enriquecedora.

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