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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Da escritora Graziela Veiga - HUMILDADE


HUMILDADE

Hoje, vou dissertar sobre um assunto pertinente e que muitas vezes é descurado no nosso dia a dia, a humildade.
Determinadas pessoas ao atingirem o sucesso, têm dificuldade em lidar com a vaidade, o orgulho, a ascensão, com o facto de terem alcançado o auge no seu campo de actuação.
Infelizmente, apesar do sucesso alcançado, alguns falham como seres humanos, por deixarem que a arrogância os domine.
Por vezes, esquecem as suas raízes, e para ganharem o respeito daqueles que os rodeiam, distorcem a realidade, e julgam-se superiores aos outros. Exigem tratamento especial, imaginam-se "mais" do que todos à sua volta.
Todos nós temos defeitos e qualidades. Por vezes, viemos de famílias humildes de bens, mas ricas de sentimentos. Nem tudo o que nos parece bem, corresponde à verdade. Quantas pessoas julgam que a sua família é superior, apenas pela posse de bens, pelos cargos que ocupa, pelo status, enfim, pela imagem que transmite, quando mal imaginam o que as outras pessoas sabem a seu respeito, e enquanto familiares próximos, desconhecem na totalidade. Não digo que sejam todos farinha do mesmo saco, mas afirmo que em todas as famílias há um pouco de tudo, os bons e os maus.
A humildade ajuda-nos a não confundir arrogância com auto-confiança. A humildade une as pessoas, faz com que juntas lutem e conquistem. Atrás de uma pessoa de sucesso, há outras pessoas que a fizeram chegar lá. A pessoa verdadeiramente sábia, é sempre humilde.
Normalmente, o sucesso depende do quanto fomos carinhosos com os jovens, piedosos com os idosos, solidários com os batalhadores e tolerantes com os fracos e os fortes, pois a nossa vida só terá fundamento com tudo isso.
Bastaria as pessoas serem mais sinceras, honestas e humildes, que veríamos comportamentos maravilhosamente diversificados, personalidades espontaneamente interessantes, equívocos rapidamente resolvidos, decisões amplamente mais libertas, preconceitos instantaneamente eliminados e atitudes surpreendentemente menos egoístas.
Não preciso dizer aos outros o quanto eu sou simples, humilde, alegre e espontânea, porque isso eu demonstro com um sorriso, apenas.
Eu não preciso dizer aos outros o quanto eu sou amiga, solícita, companheira e dedicada, porque isso eu demonstro com um abraço, apenas.
Eu não preciso dizer aos outros como é a minha personalidade, o meu comportamento, o meu carácter e o meu estilo, porque isso eu demonstro com o tempo, apenas.
Na verdade eu não preciso dizer a ninguém quem sou eu. Eu só preciso que me conheçam para que compreendam a minha realidade.
Portanto, façam e não falem apenas, pois palavras não são como exemplos... porque definir-se é fácil, difícil é conseguir ser essa definição.
17.08.2020
Graziela Veiga
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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