A crise no Brasil

Ora, quando a crise na Europa foi largamente apregoada, no Brasil este
facto não passou despercebido, até porque, como é sabido, a comunidade
portuguesa é uma das maiores que circula por este país lés-a-lés. De resto, e
como acontece com outras comunidades de emigrantes espalhadas pela Diáspora,
nomeadamente, também aqui os portugueses sentem os efeitos dessa crise,
Sentem-na com o coração e, também, em alguns casos, os que recebem a sua pensão
vinda do país luso. Há muitos casos assim. Nessa altura em que a crise mais se
acentuou no contexto europeu e também nos Estados Unidos, Dilma Rousseff, a
presidente do Brasil, apresentou-se na mídia – televisão, rádio e jornais–,
ufanando-se de que o seu país passava por uma economia estável. Pura utopia.
Foi mais uma daquelas de fogo de artifício que queimou muitas mentes já de si
tacanhas. As mesmas mentes que agora, ao constatar-se que o Brasil mergulhou
numa enorme crise, gritam a amplos pulmões: fora Dilma Rousseff. Os
despedimentos têm sido em catadupa, greves prolongadas, economia de rastos com
o povo a pagar um elevado preço. Dilma Rousseff e o seu comparsa Luís Inácio
Lula da Silva, estão sobre fogo cruzado. E algo de desagradável pode rebentar
de um momento para o outro. Por outro lado, a criminalidade atinge aspectos
altamente preocupantes. Já não há lugar neste país onde se possa dizer “aqui há
tranquilidade”. Um país que está ao “Deus dará”, um país que tem condições para
ser um dos melhores à escala mundial. Mas com estes governantes nada feito, ou
seja, o Brasil não passa da cepa porta,

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