JORNALISMO EM DESTAQUE

485º Aniversário da Cidade de Angra do Heroísmo

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Do jornal A União e Azores Digital



José Ávila - – mais um terceirense de sucesso fora de portas

Queria antes de mais deixar bem claro que a feitura deste artigo nada tem a ver com o facto do Tribuna Portuguesa, com sede em Modesto, Califórnia, já ter publicado alguns dos meus artigos insertos em A União.
Na verdade, sempre tenho procurado falar de pessoas da nossa terra que se
têm evidenciado, sobretudo aqueles que rumaram para terras do Tio Sam na busca de melhores condições de vida. E são esses mesmos conterrâneos que, dentro das suas próprias profissões, têm contribuído para o desenvolvimento dos países que os acolheram. São os chamados emigrantes. E a comunidade açoriana multiplicou-se na América do Norte e Canadá, para apenas falar destes onde se concentra o maior número do que sempre denominamos por “gente cá da gente”.
Convivi com muitos nas minhas deslocações jornalísticas (8 aos Estados Unidos e 5 ao Canadá) e hoje tenho a convicção de que muita coisa fiz em prol da comunidade, concretamente em Toronto e Estado de Massachusetts. E hoje sinto vontade de chorar quando constato que não houve continuidade (desportiva e socialmente falando) neste intercâmbio com a comunidade açoriana. Gostaria que esta prática tivesse o devido seguimento, mas também reconheço, por outro lado, que as dificuldades são maiores e que os mais novos escribas não se querem aventurar em deslocações mais prolongadas, como foi o meu caso na maioria delas. Mas o meu espírito sempre foi este e é por isso que batalho para, em 10 de Março de 2014, chegar aos 50 anos de atividade. Para muitos governantes isto pode não significar absolutamente nada, mas para mim constituirá um dos maiores marcos da história do jornalismo açoriano, apesar de eu, há sete anos a esta parte, residir no Brasil. E curiosamente, não tendo o estatuto de emigrante, hoje dou maior valor àqueles que seguiram esse caminho, tendo em linha de conta as muitas dificuldades que por aqui passei, hoje em menor escala pelo fato de já estar regularizado (residente permanente). Se já havia verificado que o emigrante açoriano sente a saudade da terra natal, hoje também estou imbuído nessa essência nostálgica.
Ora, foi com agradável surpresa que soube, ainda estava em Portugal, obviamente, que o meu particular amigo e quase vizinho (eu na Rua da Oliveira e ele na Rua dos Canos Verdes), José Ávila (vulgo Zezé) lançou mãos com a feitura de um jornal, quinzenário, com sede em Modesto (Califórnia), que serve a contento a comunidade portuguesa, já de si enorme, visto que não se trata apenas de açorianos. No vasto Estado da Califórnia pululam muitos portugueses oriundos de vários pontos do país, incluindo os açorianos e madeirenses, que fazem parte do todo nacional e que hoje, felizmente, já são vistos de forma bem diferente pelos continentais.
José Ávila, que estudou no Liceu de Angra do Heroísmo, casou com uma filha de um velho amigo, desportista e aficionado da festa brava, o saudoso Rui do Vale, com quem sempre mantive as melhores relações. E curiosamente, na minha recente deslocação à Terceira (em Dezembro do ano passado), na festa de Natal do Centro de Saúde de Angra (lá fui funcionário) fiquei colocado na mesa onde se encontrava a Lúcia Vale e o seu marido, Francisco Botelho. O mais interessante de tudo isto, quiçá por ter me apresentado com visual diferente (sem bigode, menos cabelo, etc.), a Lúcia Vale perguntou à Madalena Frias “quem é este senhor que está aqui na mesa?”. Fartei-me de rir quando ela tomou conhecimento que eu era o tal Carlos Alberto Alves que ela bem conheceu noutros tempos.
Do José Ávila, a recordação dos bons-velhos-tempos em que um grupo de amigos lá das ruas vizinhas (Paulo Henrique Jácome, eu próprio, Jorge Jacinto, José Nicolau Garcia, Adalberto, Fernando Valentim e outros) frequentava a sua casa, levados pelo seu irmão Jorge Frederico Cabeceiras de Ávila, o popular Yaúca. Fomos sempre bem recebidos pelos pais do José Ávila, ele próprio e sua irmã Maria da Conceição (Sãozinha) que se encontra na Terceira.
Felicito o José Ávila pelo seu empenho e fundamentalmente pela qualidade do jornal que apresenta aos leitores. Na realidade, o Tribuna Portuguesa está no caminho certo, publicando interessantes artigos e reportagens, para além das notícias de aniversário, falecimentos, etc. Caso curioso é que foi através do Tribuna Portuguesa, este último número (que insere também um trabalho meu relacionado com o Guy Fernandes), que tomei conhecimento da morte de uma senhora do Pico, que bem conheci, sogra do José Neto Freitas e mãe da enfermeira Alda Freitas. 
Ao amigo Zezé (agora vai assim) Ávila, aquele abraço que sempre une todos os açorianos que se encontram fora da região.

Do Azores Digital –  Blatter dispara contra Brasil

'É o país com mais atrasos desde que estou na Fifa'
Eu já havia falado, em um dos meus comentários radiofónicos, que as dificuldades para o Brasil surgiam a cada passo, uma vez que alguns dos estádios não seriam concluídos nas datas indicadas. Era bastante visível que isso iria acontecer, daí que...
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, está desde 1975 na entidade. Ao longo de todo esse tempo, segundo ele, nenhum país atrasou tanto a preparação para a Copa como o Brasil. O recado foi dado em entrevista publicada no passado fim de semana pela imprensa suíça, em que reconhece que somente agora as autoridades locais se deram conta do desafio de organizar um Mundial.
"O Brasil acabou de se conscientizar do que é a Copa. Eles começaram tarde demais. É o país com mais atrasos desde que estou na Fifa e foi o que teve mais tempo (sete anos) para se preparar", afirmou Blatter ao jornal 24 Horas.
Ao todo, seis dos 12 estádios previstos para a competição ainda não foram inaugurados: a Arena Corinthians (São Paulo), a Arena da Baixada (Curitiba), o Beira Rio (Porto Alegre), a Arena Pantanal (Cuiabá), a Arena das Dunas (Natal) e a Arena da Amazônia (Manaus). Essas últimas duas, no entanto, têm abertura programada para acontecer neste mês. O prazo final dado pela Fifa era 31 de dezembro do ano passado.
No sorteio dos grupos da Copa do Mundo, na Costa do Sauípe, na Bahia, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, confirmou que as obras deverão ficar prontas somente a um mês da entrega das arenas, em 22 de maio.
Outro motivo de preocupação da Fifa, os protestos que atingiram as ruas durante a Copa das Confederações deverão se repetir no Mundial. Blatter, ainda assim, não se mostra preocupado com a possibilidade das manifestações atrapalharem a realização do torneio entre os dias 12 de junho e 13 de julho. Ele não acredita que os brasileiros ‘atacariam' um esporte que é tratado como uma ‘religião' internamente.
"Não tenho medo. Nós sabemos que teremos novas manifestações e protestos. Os últimos, na Copa das Confederações, nasceram nas redes sociais. Não tinham objetivo, reivindicações reais. Mas durante a Copa, elas serão mais concretas, mais estruturadas. O futebol será protegido. Não acredito que os brasileiros atacarão o futebol diretamente. No país deles, o futebol é uma religião", concluiu o dirigente, que assumiu o comando da Fifa em 1998.
Aguardemos pelos próximos capítulos. Ainda muita tinta vai correr.

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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