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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Amigos emigrados para a Diáspora




ADRIANA GALEGO - A MULHER DE UM GRANDE AMIGO

Sempre acompanhei de perto a família do Tio Dimas, como eu sempre lhe chamava. Desde o tempo em que era funcionário da Recreio dos Artistas até à sua partida para os Estados Unidos, concretamente para o Estado de New Jersey. E, na primeira deslocação que fiz aos States em serviço de reportagem,
estive numa bela noite (mais o Luís Henrique Pimpão, José Guilherme Bendito e esposa e ainda o Carlos Cassis), reunido com toda a família, inclusive o tio Francisco da Fonseca (Pira)). E foi o Tio Dimas que, anos volvidos, me telefonou para o jornal A União a comunicar a morte do Pira.

Ora, nessa dita noite, os homens foram todos para a célebre Avenida 42 e fizeram-me uma partida que não vou aqui contar (gosto de contar as dos outros). No regresso, acabei por ficar uma noite em casa do José Martins Galego e da Adriana. Curiosamente, eu e o Galego estivemos em Angola no mesmo período (65-67) e regressamos juntos. Uma amizade que se manteve sempre. E sempre vou recordando este amigo que, infelizmente, já nos deixou. 
Em 1984, quando acompanhei o Lusitânia aos Estados Unidos e ao Canadá, o Galego e a família também regressou de férias da Terceira. Mais tarde, fui a New York com o Nelson Paiva e o Bené (então treinador dos verdes de Angra) e, como o mundo é pequeno (não tenham dúvidas) reencontrei o Galego e o Tio Dimas numa conhecida cervejaria. Deu para mais um diálogo, sobretudo com o Tio Dimas, também ele um amigo sempre de contar, aliás, como todos os filhos e o genro Fernando Valentim (RIP).
Da Adriana acompanho sempre todas as movimentações no facebook quando fala do marido. Na verdade, foi um grande jogador. Na verdade, foi um grande homem. E nos Estados Unidos muito trabalhou (a Adriana também) para dar o melhor para os filhos.
José Martins Galego e Adriana Ávila Galego, dois amigos que não se apagam da minha memória.
Ó José Martins, aquela partida que me pregaste na Avenida 42 foi, para o teu lado, bem sucedida. Para mim não. Pensei que estava junto de uma loira sueca e, afinal, trava-se de um travesti. Grande malandro! Afinal, a terminar, acabei por contar a história.



Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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