Não só do
futebol ou de outra modalidade desportiva vivemos. Gosto, alternadamente, de
trazer aos leitores temas diferentes, visando, sobretudo, relembrar episódios e
pessoas que marcaram na minha terra – e não só -, muitos deles já não
fazendo parte do nosso convívio. Comecei a tomar
gosto
pela música ainda muito jovem, influenciado pelos
momentos que vivi junto desse grande amigo, Roberto Artur Carneiro, figura
destacada no meio sócio-político
nacional, tendo sido, num anterior governo (1987-88), Ministro da Educação e,
nessa altura, aquando da sua visita à
Terceira, escrevi um Hoje Jogo Eu em "A Bola" referenciando a sua infância
no Corpo Santo e, também, a forma em como se destacou no Liceu de
Angra do Heroísmo, sendo considerado um dos mais brilhantes
alunos. Muitas tardes-noite sentava-me à porta
onde o Maestro Artur Carneiro (pai do Roberto) ensaiava a sua banda que,
normalmente, aos fins-de-semana tocava para os americanos do Destacamento das
Lajes. Uma banda que reunia um naipe de distintos músicos
da nossa praia, entre eles, Alberto Pereira Cunha (meu
grande amigo, sempre com aquele sentido de "galhofa"), Paulo Cunha,
irmãos Soares, Diamantino Ribeiro, Dimas. Enfim,
gente dedicada à música e
que foi bem aproveitada por At. Carneiro. Mas como nunca fui antiquado, sempre
acompanhei as várias gerações de
músicos a cantores. E, aqui, há
muitos amigos que sabem que, em tempos idos, fui um grande fã do
Conjunto Académico João
Paulo (depois passou a João Paulo 70) e, em certa medida, pela minha
insistência, tive alguma influência
junto do saudoso amigo Emilio Ribeiro (então
presidente da Fanfarra Operaria) para trazer à
Terceira o Conjunto Académico João
Paulo. Foram quatro inolvidáveis espetáculos.
Será que perdi algum? Penso que não. E
lembro-me que o Ladislau, então porteiro da Fanfarra,
disse ao meu falecido pai: "o teu filho não
falha um espetáculo". A minha ligação com
o Conjunto Acadêmico João
Paulo começou quando os vi pela primeira vez na televiso
(Fevereiro de 1965), estava eu em Torres Novas aguardando embarque para Angola.
Depois, encontrei-os em Angola, concretamente em Silva Porto. E nessa continuação, em
alguns bailes em Lisboa, sobretudo nas Faculdades onde sempre atuavam ao
fim-de-semana. E para finalizar esta miscelânea,
vejam o que escrevi sobre Michael Jackson, para os jornais Jornal Magazine
(Minas Gerais) e Luso-Fluminense (Petrópolis):
e é obvio que, musicalmente falando, em função da
minha idade estou mais ligado a Elvis Presley, que marcou a minha época
ainda de jovem. Por outro lado, não
fiquei alheio ao aparecimento de Michael Jackson, conhecido pelo "rei do
pop". Confesso, inclusive, que, na última viagem que efetuei aos Estados
Unidos (NY), comprei vários CD’S para
oferecer à minha filha, ela sim uma grande fã de
Michael Jackson. Por se tratar de uma figura pública,
do top musical internacional, acompanhei todas as tristes peripécias
que envolveram Michael Jackson, algumas delas, ao que parece com cheiro a tramoia. Não só pela
minha filha, mas também pelo grandioso número
de fãs que conquistou ao longo da sua carreira,
fiquei entristecido com o desaparecimento de Michael Jackson. Mais: Michael
Jackson também está
intrinsecamente ligado a obras de beneficência,
destacando, nomeadamente, o tributo a África,
cujo CD atingiu (em termos de vendas) os duzentos milhões. E,
caso curioso, em, Niterói ouvia sempre esta música
nas minhas caminhadas matinais. O sentimento da mesma toca o meu coração,
pelo facto de ter estado em Angola durante dois anos, o q.b. para reconhecer a
miséria em que os passes
africanos se encontram. Portanto, como ser humano, com passagem pela África,
só tenho a agradecer a Michael Jackson a sua
iniciativa, ladeado por um grupo de outros famosos cantores que aderiram a esta
contribuição por África.
Acompanhei, através de vários
canais televisivos, depoimentos de fãs e de
pessoas que, pessoalmente, conheceram Michael Jackson. Todos se eximiram do
"menos bom" de Michael Jackson. Ainda bem que isso aconteceu, porque,
normalmente, quem ostenta o "preço da
fama" é sempre atingido com os seus pontos negativos
em detrimento do positivo. é mais fácil
dizer mal... E sabe-se que Michael Jackson passou por eles. Não
falar da(s) sua(s), mancha(s) negra(s), foi a melhor homenagem que a humanidade
lhe prestou. E aqui reforço o que ele fez em prol de África.
Foi a partir desse momento que redobrei a minha simpatia por Michael Jackson.
Talvez por isso, quando um dia na tevê o
vi entrar no tribunal escoltado por policiais norte-americanos, as lagrimas
caíram. Naquele momento, até falei comigo próprio:
Michael não merecias este vexame! Mas é a
vida. Pagou pelo preço da fama.



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