PATRIMÓNIO DO ANGRENSE FICOU MAIS ENRIQUECIDO
Sou
do tempo em que as sedes dos clubes (entenda-se por desportivos) de Angra reuniam,
ao serão, muitos dos seus associados, sobretudo na época de Inverno. Uma forma
de ocuparem parte do seu tempo de lazer. Lembro-me que no Marítimo, por
exemplo, se jogava muito ao trambolhão, com cartões que iam
dos 20 centavos aos
50. E era interessante quando o tio Batista, que cuidava dos equipamentos do
grémio azul, estava na roleta a divulgar, através das respectivas bolinhas, os
números que saiam. Tinha um jeito muito peculiar, este homem que muito deu ao
clube com o seu empenho, ainda por cima sem as duas pernas. Contudo, com o
decorrer do tempo, e com o aparecimento de outras distrações noturnas, esses
hábitos foram-se perdendo e as sedes dos clubes começaram a ficar vazias, isto
é, sem aquela afluência de sócios e simpatizantes. Hoje, do Marítimo, só resta
história do passado. O Lusitânia também se deixou embalar nesse marasmo, se bem
que houve alguém que apregoou grandes mudanças na sede social, mas até hoje
nada apareceu e, depois, culpou-se o governo por não cumprir com o prometido.
Até hoje, não sabemos se efetivamente assim aconteceu. Falou-se de remodelação
na sede social, falou-se de um terreno para construção de uma bomba de
combustíveis, enfim, falou-se e nada foi feito, apesar dos esforços que estão a
ser feitos pela atual Comissão Administrativa e seus mais diretos
colaboradores.
Mas, com toda
a esperteza que lhes é peculiar, o presidente do Angrense e seus elementos
diretivos conseguiram, com apoios do governo e camarário (entenda-se por Câmara
de Angra), reconstruir a sede do clube e cuja inauguração ocorreu no passado
dia 1 de dezembro, data em que o clube também assinalou o seu 82º. Aniversário,
contando, para o efeito, na Sessão Solene, com a presença do vice-presidente do
governo, Sérgio Ávila, um sportista dos sete costados, como é sabido, e ao que
se apregoa irá candidatar-se de novo a presidente da edilidade angrense, fato
que, ao concretizar-se, será importante para os clubes da Cidade Património
Mundial, nomeadamente o Angrense por motivos sobejamente conhecidos.
A remodelada
sede do Angrense servirá, pois, para o bem-estar dos associados que, inclusive,
desfrutam de uma biblioteca que recebeu o nome do professor Luís Carlos Couto.
Agora, não é por falta de exigidas comodidades que os sócios do Angrense
deixarão de comparecer, sabendo-se ainda que, a curto prazo, esta direção
pretende levar a cabo a realização de alguns eventos sócio-culturais. Pelas
fotos que nos chegaram e, também, vídeos postados no facebook, a remodelada
sede do Angrense é digna de ser vista por quem visita a cidade de Angra do
Heroísmo. Uma excelente apresentação, com bastante higiene, que por certo será
mantida. E com este presidente tudo funciona aprimorado, ou não fosse ele um
empresário de sucesso.

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