CARLOS FRAGOSO ("O LABITA") UMA FIGURA DA NOSSA TERRA
O
Carlos Fragoso, irmão de dois velhos amigos (José Gabriel e Nazário Eusébio),
também foi daqueles que, ao longo dos tempos, se transformou numa figura da
nossa terra, pela sua maneira de ser na relação com outros amigos e conhecidos
e, acima de tudo, quando entrava na praça de touros para animar a rapaziada.
Sempre destemido, Carlos Fragoso, improvisadamente, surpreendia
os
espectadores, nomeadamente os mais jovens, com saltos acrobáticos, para além de
outras peripécias que sempre o caracterizaram como um excelente “comediante da
tourada”.
Quando
andávamos por A União com o JD Macide, bastas vezes encontramos o Carlinhos na
Rua da Palha, brincando, barafustando, mas sempre com o seu peculiar sorriso
nos lábios. E muitas vezes perguntava-me: “já não és mais árbitro”? Percebi
sempre, quando ele levava o dedo à boca como de um apito se tratasse, que o
Carlos era daqueles que simpatizava comigo quando me apresentava em campo
vestido de preto. Contudo, não vou garantir que, em algum momento, se eximisse
de me chamar um nome feio, incidência em algum lance em que tenha prejudicado o
“seu” Lusitânia.
Durante
muito tempo, Carlos Fragoso trabalhou com o irmão e era agradável vê-lo, com
toda a sua genica, carregando as camionetas da própria empresa. A mesma
disposição, o mesmo sentimento de um jovem que cumpria com as suas obrigações,
mesmo sabendo que podia dar uma balda, uma vez que tinha no irmão um dos seus
patrões.
Carlos
Fragoso emigrou para a Califórnia e lá tem mantido a sua forma de estar na
vida, ou seja, um grande trabalhador e, também, um aficionado que está sempre
presente, destacando-se como forcado, impondo-se com toda aquela reconhecida
força e destemidez.
Hoje, ao
que sabemos, Carlos Fragoso trabalha para um português que tem um negócio de
cortar unhas de vacas e, como segunda achega salarial, limpa a sede de um clube
português numa cidade chamada Escalon.
Carlos
Fragoso, “O Labita”, não podia ser esquecido por nós. Um trabalhador exemplar e
um animador que todos apreciavam pelo seu próprio carisma.

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