PESSOAS QUE SE ENTREGARAM AO PRÓXIMO
Em diversos sectores da vida e profissionalmente
falando, há pessoas que se evidenciaram ao longo dos tempos pela forma em que
se entregaram ao próximo, servindo sem qualquer pretensão de recompensa, a não
ser a de Deus, pois esta é sempre ambicionada e de toda gratificante para quem
a recebe.
Mais uma vez, reafirmo que tudo o que tenho escrito em A União desde que
abracei esta minha presença bi-semanal é de memória. Por ela (memória) vou puxando,
pretendendo, sempre que possível, recuar na minha infância e, óbvio, não deixar
de chegar aos tempos hodiernos quando as circunstâncias o impõem.
Neste contexto, já uma vez aqui falei em relação às minhas idas com a minha avó
materna à Farmácia Pimentel, farmácia essa que tínhamos como referência pelo
fato do senhor Luisinho Pimentel (avô do Rui Felton e da Drª. Isa) ser uma
pessoa extremamente atenciosa e de uma delicadeza que, quiçá, não é muito usual
no presente. Mas para além do senhor Luisinho Pimentel, a farmácia com o nome
do proprietário e que ainda hoje se mantém pela sequência que manteve
familiarmente falando (Dr. Rui Felton Pimentel, Dr ª. Isa Pimentel,
atualmente), há que referenciar a grande ajudante D.Maria, esposa do Celestino,
mencionado no artigo que escrevi sobre o falecimento do irmão o Virgílio
barbeiro. E essa extraordinária senhora ficou sempre conhecida pela “D. Maria
da Farmácia Pimentel”, prestativa q.b. No bairro do Corpo Santo, onde
morava (Caminho Novo), a D.Maria do Celestino também apoiava, dentro do seu
aquilatado “métier”, a população que a procurava. Quando era preciso levar uma
injeção, quando era preciso um conselho sobre um medicamento, sempre se tinha à
mão de semear a “D.Maria da Farmácia Pimentel”. Interessante é que umas vezes
as pessoas diziam D. Maria do Celestino e em outras a “D. Maria da Farmácia
Pimentel”. O Celestino era carpinteiro na fábrica do peixe do Virgílio Lory. O
casal tinha três filhas, ainda vivas, duas no Canadá (Tininha e Rosa Maria) e
outra em São Miguel (Fátima). A Tininha é casada com o Alexandre Borges, que
foi grande hoquista, irmão do Aníbal Borges (RIP), Vasco e Jorge Vilaverde.
Alexandre que trabalhou na loja de ferragens do nosso saudoso amigo Henrique
Vieira de Melo, vulgo Henrique Sopa.
E se aqui recordamos o espírito de humanismo da D. Maria (prefiro dizer “D.
Maria da Farmácia Pimentel”), há outra pessoa que também conhecemos mais tarde
com esse testemunho de bem servir a população, neste caso a do Porto Judeu.
Refiro-me à enfermeira D. Conceição Castro que desconheço se ainda continua
viva. Oxalá que sim. Foi outra profissional da saúde que jamais poderá ser
esquecida. Uma pessoa interessante e sempre com um sorriso nos lábios. E toda a
gente sabe, pela minha infância, que tenho um carinho muito especial pelo Porto
Judeu. E sempre fui daqueles que defendi que a freguesia tinha que funcionar
como um todo e nunca dividida em partidos – o futebol, a música, as comédias e
por aí fora. Hoje, graças a Deus, está tudo diferente. Nesse sentido,
mudaram-se as mentalidades. Amém!!

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