O RIO FLUINDO
.
O rio fluindo,
lavou minha desilusão. No céu, o sol sumindo,
levou a dor da solidão.
Alegra - se meu coração,
ao ver as águas correntes,
que descem por vale estreito.
Aumentam a velocidade,
formando ondas gigantes,
com espumas esvoaçantes.
no solo, antes erodido!
A minha alma andante
voa por essas vertentes,
onde meu ser ferido,
procura com serenidade,
deixar em voo rasante,
toda sua aflição.
Nessas águas de declividade
a minha mente estacionou,
mas depois, bem contente,
tomou corpo e pensou,
deixando - se levar
pela correnteza da vida.
Sem parar para reclamar,
da vida passada e sofrida,
que nunca mais irá voltar!


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