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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Do jornal A União



 RECORDAR A FIGUEIRA ATRAVÉS DE UMA TOURADA

Não se trata de ir à árvore de fruto com o nome de figueira (dos saborosos figos), mas sim à Figueira da Foz por onde passei no ano de 2002, depois de, em 2001, ter residido em Coimbra. Na verdade, andei lá-e-cá, para mais que fiquei fascinado com a dimensão da Praia da Claridade onde participei, como
jornalista, no Mundialito de Futebol de Praia e cujo evento (na final o Brasil bateu Portugal por 6-3) reuniu grandes figuras da política portuguesa, destacando, nomeadamente, o Dr. Pedro Santana Lopes que havia sido presidente da edilidade Figueirense, tendo realizado um trabalho deveras notável.

Relativamente à Figueira da Foz, também por lá estive ao acompanhar o Lusitânia que, naquela cidade, em 1997, disputou a final do Campeonato Nacional da III Divisão, defrontando o Vianense. Os leões perderam por 3-0.

Residindo na zona de Buarcos, observei de perto o trabalho que Álvaro Magalhães desenvolvia na Naval 1º. de Maio. Nesse ano, a formação da Figueira da Foz, inclusive, eliminou o Braga da Taça de Portugal. Lá marquei presença para apoiar a Naval na companhia do meu amigo João Maria que, como se sabe, representou o Lusitânia na segunda época de II Divisão, Quando deixou de jogar na Naval, João Maria integrou a equipa de veteranos que, em 2003, ano em que já me encontrava na cidade da Horta, se deslocou à Terceira para participar num torneio englobado nas Sanjoaninas, aliás, um desejo que João Maria sempre manifestou, isto é, levar os veteranos da Naval 1º. de Maio à nossa ilha.

Hoje recordo com saudade o tempo que fiquei na Figueira: as caminhadas pelo calçadão, os bons momentos junto dos veteranos da Naval, algumas jantaradas em casa do João Maria (servidas pela sua simpática mãe) e, fundamentalmente, as muitas amizades que por lá fiz. Tal como acontece na nossa terra, as gentes da Figueira da Foz também são muito hospitaleiras.

E como é sempre agradável encontrar um conterrâneo, foi na Figueira da Foz que, um tanto inesperadamente, numa noite em que palmilhava a marginal, deparei-me com Rafael Barcelos, velho companheiro no período em que colaborei na página desportiva deste jornal (“No Mundo da Bola”), coordenada pelo saudoso José Daniel Macide. O “Rafa” era o nosso especialista em matérias dos chamados “desportos mecânicos” e com ele, inclusivamente, fiz uma cobertura de uma prova automobilística.

A tourada que assisti, via RTP-1 e realizada na Figueira da Foz muito recentemente, foi o ponto de partida para a feitura deste artigo. Uma tourada que teve como cabeça de cartaz o cavaleiro espanhol Pablo Mendonza. E ainda há muita gente que não aceita a continuidade desta nossa cultura. Enquanto assistia à tourada, nos intervalo ia memorizando os bons momentos que vivi na Figueira da Foz.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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