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terça-feira, 13 de junho de 2017

Amistoso do jogo do Brasil - Vitória sobre a Austrália (4-0)



   
Carlos Alberto Alves

Depois da derrota tangencial ante a rival Argentina, o Brasil, dentro do programado, a defrontar a anfitriã Austrália nesta terça – feira. Austrália que, também, vem subindo no ranking da FIFA e, como tal, um adversário de respeito para testar esta seleção brasileira com uma formação diferente, face às ausências de Neymar, Daniel Alves, Marcelo, Miranda, nomeadamente, jogadores que, como se sabe, também não atuaram frente à Argentina. E, agora, para este embate ante os australianos, a lesão de Gabriel de Jesus,
lesionado no jogo anterior com os argentinos. Pairava a dúvida para este segundo amistoso em relação ao substituto de Gabriel de Jesus: Douglas ou Diego Souza? Óbvio que, mantendo apenas três jogadores (Tiago Silva, Paulinho e Coutinho) que alinharam contra a Argentina, o selecionador-treinador Tite chamou à titularidade os dois referidos jogadores.

O JOGO  - Logo aos 10 segundos o Brasil inaugurou o marcador por intermédio de Diego Sousa. Saída rápida do Brasil e finalização eficiente de Diego Souza. Terá sido, por certo, o golo mais rápido da seleção "canarinha". Portanto, começo auspicioso do Brasil e já muitos cogitavam por uma goleada, mas a Austrália não estaria pelos ajustes. Austrália que também prepara a sua presença no próximo Mundial a disputar na Rússia.

Povoando o seu meio-campo, a Austrália começou a apertar as marcações na mira de dificultar as saídas do Brasil para o contra-ataque. E manda a verdade dizer que o sistema estava a funcionar de acordo com as próprias intenções dos australianos. O Brasil revelava alguma falta de celeridade para sair da defesa para o ataque. O seu meio-campo bloqueado para preparar as jogadas de transição até ao ataque. De resto, a Austrália levava a bola até junto das imediações da área da baliza de Diego Alves, ao invés do Brasil que, após o golo, não incomodou o último sustentáculo dos australianos, melhores no jogo em termos de marcações na chamada zona nevrálgica. De resto, também a Austrália não criou lances de perigo iminente.

E foi a partir dos 20 minutos que o Brasil se soltou mais e, finalmente, pós-golo, criaria uma lance de "frisson", mas o passe de Diego Souza não encontrou ninguém para a devida finalização. Um Brasil que já começava a evoluir de forma bem diferente, para melhor, claro está. Mais velocidade, passes com melhor sincronização e as jogadas de perigo começaram a vir à tona.

A SEGUNDA - PARTE - A tónica do Brasil manteve-se, mas, para quem se levantou cedo (o jogo começou às 7H05 de Brasilia), este jogo passava por algumas fases de sonolência. Como disse alguém "um amistoso de amigos", ou então um treino sem grandes motivos de interesse. Jogava-se muito pelo centro do gramado. Mas ainda assim foi o Brasil que mais procurou o golo e, aos 16 minutos, numa jogada confusa, Tiago Silva concretizou da melhor forma com um golpe de cabeça. Um golo para sacudir a melancolia. E foi mesmo isso que aconteceu, visto que o Brasil, com a entrada de William, criou oportunidades de golo e, consequentemente, veio o terceiro por uma via de uma jogada muito bem delineada e finalizada com êxito por Taison. A melhor jogada de entendimento no ataque do Brasil. Como se disse, sacudiram a melancolia para gáudio dos próprios espectadores. O futebol flanqueado que estava a faltar ao Brasil. E viu-se a grande diferença. E teve tempo o Brasil, mesmo em cima da hora, para chegar aos 4-0, com mais um golo de Diego Souza.

A vitória do Brasil afigura-se-nos de todo justa porque, na verdade, melhor formação tecnicamente, perante um adversário de boa compleição física e que marcou forte, mas só isso, porque, no aspecto técnico, muitas deficiências. É outra seleção em formação e que vai participar na Copa das Confederações.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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