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terça-feira, 13 de junho de 2017

Do jornalista João Rocha




Solte a língua
a bem do coração

                                                   

O pensamento masculino, em norma, aponta para a convicção de que as mulheres são chatas por natureza.
Ao contrário do que se possa pensar, as ditas cujas terão fortes motivos para assumir uma postura conflituosa.

A justificação, de ordem científica, aqui fica: “as mulheres que discutem com os seus maridos reduzem os riscos de doenças cardíacas e de outras causas de morte”.
A conclusão consta de um estudo de investigadores norte-americanos, publicado pelo “Journal of the American Heart Association”.
Ainda de acordo com o estudo, com realização dupla da Universidade de Boston e Eaker Epidemiology Enterprises, “as mulheres que se mantêm em silêncio, perante situações de conflito, correm quatro vezes mais riscos de morrer”.
Os investigadores defendem também que as mulheres, cuja carreira profissional afeta a sua vida familiar, têm o dobro das probabilidades de sofrer de doenças cardíacas.
Fica-se ainda a saber que o estudo analisou 3.700 pessoas residentes em Framingham, Massachusetts, por um período de 10 anos.
Para que a classe masculina não se sinta esquecida, os cientistas referem, por último, que os homens casados têm metade das probabilidades de morrer de doença cardíaca em relação aos solteiros.
O estudo, provavelmente devido à complexidade da temática, não mete ao barulho os enriços à volta do tratamento a conceder às sogras.
Depois de tais constatações, o melhor é mesmo reforçar (ainda mais...) as doses de paciência em relação aos amuos das esposas.
Elas serão chatas em nome da própria saúde e, numa perspetiva otimista com fundo roto em termos científicos, da do cara-metade. Não é por defeito, e é ainda mais do que por feitio.
Além de tudo, as brigas conjugais são à borla, não sendo submetidas a receita médica e listas de espera.
Como comprovativo de segurança, os resultados, é bom salientar, têm origem fundamentada pelos cérebros mais ligados à ciência seja ela qual for.
A partir de agora, quase se pode introduzir novo slogan médico: “solte a língua a bem do coração”. O mundo, quando está para aí virado, consegue ser lindo e menos dado a chatices…

joaorochagenio@hotmail.com
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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