(MARIA RITA VAI AO ENCONTRO DO
FREI LUÍS QUE ESTÁ TRISTE NUM CANTO).
MARIA RITA – Frei Luís, olha
que lindo o poema de Augusto Fidelis.
Perdoa-me!
Deixei minha oferenda diante
do
altar
E vim reconciliar-me com você
perdoa-me!
Olha!
Há muitos anos foi embora o
meu pai,
vi partir minha mãe,
meus irmãos estão distantes.
Nós, porém, estamos lado a
lado,
dia a dia...
Eu era um menino que queria
ser
bom.
Latas d’água, feixes de lenha
carregava,
Cantava, às vezes reclamava,
Chorava, queria a
independência.
Queria rodopiar com o mundo,
para ver o que o mundo tinha.
O mundo rodopiou, me jogou na
roda,
estou a rodar.
Na multidão me sinto sozinho,
sozinho me sinto só, é a
solidão.
Mas, se me dá o seu perdão,
terei
sua companhia.
Dê-me sua paz.
Dou-lhe minha paz.
De mãos dadas vamos diante do
Senhor,
ofereceremos juntos os frutos
do
nosso trabalho,
seremos irmãos no amor,
uma família operária.
De tantas vezes que lhe
ofendi,
já me arrependi,
aqui estou a lhe pedir perdão.
Eu o amarei e você me amará,
Entende?!
E então, perdoa-me?

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