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485º Aniversário da Cidade de Angra do Heroísmo

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Do poeta - escritor - Alexandre Oliveira



                                A Cidade que Jamais Será Vencida

Dezembro de 2016, enquanto aguardava minha esposa e filha comprar algum objeto em um dos shoppings aqui da cidade, eu encontrei meu amigo Igor Viana, que também é comunicador, e trabalha na Rádio Kebramar FM da cidade portuária de Cabedelo, e nos dirigimos para a praça de alimentação beber um
shop, passar algum tempo a sombra livre de um calor intenso, só mesmo uma conversa faz esquecer esse e nisto conversa vai, e vem entramos no parâmetro de falar sobre a cidade que jamais será vencida, e sobre  os tramites da Petrobras.
Tanto que dissera a ele que tudo iniciou quando o Dr. Henri chegou à mesma em meados do ano 2000, se não me engano, para ficar a frente da estatal, mesmo sem nada saber sobre como caminhava a empresa. Implantando uma gestão pragmática numa empresa paternalista, com forte visão social, e de tratamento igualitário. 
Empresa esta que fora dentre suas primeiras décadas líder em distribuição de petróleo. Nisto, sendo Henri, um sujeito de uma visão que nada se aplica ao modernismo de uma administração, pôs a empresa em situações difíceis de entender por onde navegar. Colocou o grande barco a pique. Onde seria interessante que se navegasse por águas claras, por mar de barlavento, sem nenhum empecilho da parte dele. Nisto, fugiu completamente da cultura, da mesma onde tanto a hierarquia como a simbologia de poder eram valores muito arraigados. 
E seu desafio era criar uma cultura empresarial que tivesse como valores a eficiência, a produtividade e a lucratividade.  E, para isso, ele não conseguiu colocar em prática seus dois princípios básicos: bom senso e entusiasmo.  O modelo anterior adotado pela Petrobras só permitia uma visão geral do negócio, com resultados médios apurados pela soma de bons e maus desempenhos.  Quero dizer com isto que temos que dar a César o que é de César, e cada empresa tenha o gestor certo, pois a demora mesmo que tardia ela vem, e um bom guerreiro jamais foge a luta.  
Aconteceu, enfim esta de ficar de forma a deriva, onde os ratos se apoderaram e aconteceu o que podemos perceber mediante a mídia. A empresa de fato era bastante conceituada e, devido este deslize não voltou e nem voltará ser a mesma.  Lamentável, isto acontecer.

Tirando de certa forma todo brio de longtime proporcionado a todos que nela trabalhou.  
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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