Tardes
de Domingo
Quando andamos
pelas ruas, encontramos inúmeras pessoas, que frequentam nossa igreja, a
empresa em que trabalhamos a escola, a faculdade, e demais localidades que
possamos formar grupos, onde tem sempre aquele que nos identificamos, e este
como quem nada quer vai logo cantando a pedra.
_ E ai marujo!...
Como anda essa
vida, depois que começou a fazer parte desta nova equipe?... O basquete
melhorou, ainda continua dando suas escapulidas?... Perceba que o quadro aqui é outro, a gente de
repente faz, mas bem diferente do que praticávamos antes, mas isto depende
muito, e quando se faz tem que ser à surdina para ninguém saber. Pois, é dito
que marujo que se preza tem um amor em cada porto. Nisso eu retruquei e disse sem entrar muito
em detalhes. _ Que quer isso amigo, em
toda regra existe exceção, e eu de repente jamais fui da forma que você pensa.
Fui sempre
solitário, andei taciturno, por muitas vezes eu ia a lugares que os meus
companheiros não gostavam de ir, como por exemplo, assistir a uma boa peça de
teatro, um cineminha de vez enquanto nas tardes de domingo. Mas, não vou negar
que de vez em quando descia a serra para ir ao Pinga Pus - PP, lá em São Luiz
do Maranhão. E posso até dizer que recordo Karina, uma menina loira e bonita,
que falava outras línguas, tipo o tagalo, idioma dos coreanos que por lá
aportavam. Essa fama de repente em mim
não cola, hoje não se faz nada como antigamente, na real, tudo existe um por
que, não é mesmo? ...
Fui um solitário
por onde andei e se muito me envolvi era com alguém que poderia mostrar algo
interessante. Na verdade, jamais me senti ser o cara, o centro de atenções.
Gostava sim de conversar sobre assuntos pertinentes à sociedade e que me
proporcionava alguns ganhos. Karina,
por exemplo, era uma menina veneno, sabia se portar em vários lugares, uma
mulher inteligente, mesmo residindo num ambiente que tinha que lidar com
pessoas diferentes, em geral marinheiros vindos de lugares distantes que
ensinava a esta os entraves da vida marinheira.

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