Colcha de Retalhos
Gosto
de juntar e brincar com as letras tecendo uma palavra ou outra e daí sai uma
colcha de retalhos, em que já algum tempo me protejo. Escrever não vem ser ofício para qualquer um,
tem de gostar de escrever e ler. Entretanto, às vezes a gente esquece de deixar
nas entrelinhas o que nos
interessa, e vai de encontro há tantos
sentimentos. E assim eu falo de amor,
como se falasse de saudades e recordações, lembranças que vão com o tempo ante
minha imaginação. Falar de tristeza às vezes parece ser preciso já que vemos ao
nosso lado tudo que apreciamos ultrajados. Não por culpa do tempo, mas creio
que por falta de compreensão muitos de fato se perdem.
Falar
sobre solidão me parece que é um assunto onde existem aqueles que de alguma
forma gosta de ficar pelo menos algum momento sozinho apenas para refletir,
enquanto outros dificilmente a esta se adaptam, que seja por frações sem ter
que tenha alguém que não consiga jamais ir avante. Na realidade, nem sempre gosto de estar
sozinho, prefiro estar ao lado de alguém que me queira bem ou simplesmente ame,
ou me respeite diante de tantos acordes sem precisar fazer apologias, jamais
gosto de me sentir enganado, preciso crê naquele que esteja ao meu lado sem de
mim nada cobrar, de alguém que muito me mereça.
Mas que
também não queira me julgar nem certo, tampouco errado, cada qual traz consigo
alguma forma de conhecimento, e sem afetar além daquele que pouco vive dentre
afinidades. E sendo assim, posso dizer que Deus não falha, Ele só espera o
momento mediante cada colcha de retalhos onde creio que esta seja bem
acolhedora.

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