O Maestro e o Rei
Por Bottary
É de se refletir realmente na
postura do maestro Eduardo Lages, na vida do Rei Roberto Carlos, durante todos
esses, não trinta meses, mas auspiciosos trinta anos de majestosa
reciprocidade, haja visto que ele é de fundamental importância na vida do Rei Roberto.
Não sendo possível um Rei da música sem um maestro, o mesmo é como uma mola
mestra; isto é, o elo entre sua orquestra e o Rei, numa responsabilidade ímpar,
qual seja, a de não só fazer os arranjos, como também a de ser o regente de uma
das maiores orquestras do Brasil – a Banda RC9.
Talentoso, por excelência, o Maestro Eduardo Lages conciliou com
profissionalismo o seu trabalho com o Rei. Como músico pianista, deu início ao
seu trabalho instrumental com o lançamento de vários CDs, como Emoções, Cenário,
Por Amor, Inesquecível, e, no ano passado, o Nossas Canções. Todos gravados com
bastante competência, motivo pelo qual, tem alcançado maravilhoso sucesso.
Homem simples, amigo, carismático, atencioso, não demonstra o grande artista
que é, mesmo quando está conversando com seus fãs, conquistando com tudo isso
maior valorização e o reconhecimento pelo público em geral. O cd Inesquecível e
o Nossas Canções, tiveram a participação dos seus fãs-amigos, os quais
ajudaram-no nas escolhas das músicas.
A música reflete este tipo de coisas, qual seja, se há afinidade entre músicos,
a aproximação daqueles que comungam os mesmos propósitos, que seriam o de levar
ao público a boa música popular brasileira, será tendenciosamente eterna.
Integro em sua personalidade e marcante na sintonia com o Rei, ocupa hoje um
meritoso local de destaque ao lado de sua majestade. O Rei, por sua vez,
recíproco a esta afinidade, não só técnica, mas sobretudo aquela que transcende
o inexplicável, o convida, naquela época, a integrar-se em seu projeto musical
e, nos domínios da amizade, formaram a dupla inseparável.
É extraordinariamente belo a chegada do Rei ao palco para fazer o seu show.
Cumprimenta o seu publico e posteriormente – reparem todos da próxima vez –
cumprimenta o mestre e grandioso maestro. Este, por sua vez, como que acolhido
pela simpatia do seu Rei, dá aquela tradicional olhada carinhosa pra ele e,
penso eu que, com o coração diz em pensamento: “ Pode cantar meu caro amigo!
Estamos todos à sua disposição.” Numa sintonia perfeita, qual a que com sua
batuta, olha aos músicos da orquestra e com o mesmo olhar e pensamento diz: “
Pessoal, toquem! Toquem à vontade, pois o nosso Rei já está em cena”. E todos
tocam com um imenso prazer. Mais ainda, orgulhosos porque estão tocando para
aquele que eles também têm toda uma afinidade e carinho de exemplares súditos.
Tocam eles para o maior cantor popular de todos os tempos.
Este trabalho grandioso, engrandecedor, que se expressa de dentro para fora,
com respeito, carinho e muito amor.
Assim como a música combina em sua arte, os sons, que conservam entre si sua
relações de harmonia, também a amizade do Maestro com o Rei, configurou-se
nesta mesma proporção, ao longo desses anos. Ela, que está na natureza
representado pelo canto dos pássaros, pelo barulho do vento e das ondas do mar,
sempre existiu e sempre existirá. E, igualmente, percebemos, em suas
integridades de Rei do Maestro e Maestro do Rei, que esta amizade também
perdurará por muitas, muitas eternidades afora.
Lembrar que uma eternidade é igual a um infinito tempo infinitamente igual à
uma infinita distancia que a luz percorre em um tempo infinito, num espaço
infinito. Nossa que confusão! É uma amizade grande por demais, uf!
Nota do Autor:
Este texto teve a gentil
participação da amiga Mazé Silva.

Sem comentários:
Enviar um comentário