Desde menino e moço que adoro música.
Óbvio que tenho as minhas preferências, mas, como sói dizer-se na gíria popular
"o que vier à rede é peixe". Continuo a ser um apaixonado pela música
e, naturalmente, que não deixei de acompanhar, aqui no Brasil, a digressão dos
Rolling Stones, concretamente o concerto em Copacabana. Natural, também, o
facto de ter, na circunstância, alinhavado um escrito para um dos meus jornais.
A crónica rezou assim:
ROLLING STONES E U2 NO BRASIL.
Rivalidades entre estados, entre cidades, entre vilas, entre freguesias, há por
todo o lado do universo. Aqui no Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro não fogem
ao estigma da compita, por vezes exacerbada. Mas há casos em que essa
rivalidade é salutar, como aconteceu agora com o rock. Rolling Stones estiveram
em Copacabana (RJ) e os U2 em São Paulo. Apenas dois dias e 400 quilómetros
separaram os dois maiores grupos em actividade no mundo, Rolling Stones e U2,
que, assim, mediram forças no Brasil.
Uma coisa é certa e recordando: em lugar nenhum do
mundo Rolling Stones e U2 com diferenças de dois dias, a 400 quilómetros de
distância um do outro. Stones passaram por Copacabana e U2 pelo Morumbi. Stones
e U2, qual deles o melhor? As opiniões foram divergentes, inclusive as dos entendidos na
matéria.A verdade, porém, é que os dois espetáculos registaram inusitada
afluência de público. Dizem que os Stones estão velhinhos, mas para Copacabana
vieram 1250 autocarros (aqui ônibus). E esta foi a terceira tourné dos Rolling
Stones ao Brasil. Valeu. E os U2, discípulos de Stones? A magia da banda está,
além da competência dos músicos, na riqueza das melodias e na variedade do
repertório.Voltando a Copacabana, há que dizer que viveu novo clima do
reveillon no maior "show" da história da cidade do Rio de Janeiro.
Música, música, mas há um grupo que me prende a todo e a qualquer
momento. Trata-se dos Bee Gees. Incomparáveis no seu estilo. Três irmãos, mas
agora só restam dois, porque a morte ceifou aquele que eu sempre apelidava de
"barbudo". Foi triste, porque o grupo terá perdido o seu próprio
estilo. Três irmãos que viviam juntos 24 horas por dia. Três irmãos que fizeram
um enorme sucesso por esse mundo fora. Eram três, ficaram dois. Mas as suas
músicas continuam a ser recordadas com todo o sentido nostálgico. Comigo voltou
a acontecer. Dançar ao som dos Bee Gees. Foi agora recentemente numa festa de aniversário de uma pessoa amiga no Clube de Cabedelo. A noite foi para, mais uma vez, matarmos saudades dos Bee Gees. Nós os amigos vamos continuar juntos por muito tempo. A amizade
não se compra, cultiva-se no dia-a-dia. Os Bee Gees continuaram presentes com a
sua música predileta. Eles, os irmãos Gibbs. Eram três, ficaram dois. O outro,
o "barbinhas de chapéu", já está no "outro lado da vida". Mas
estará sempre presente quando se ouvem as músicas inéditas dos irmãos Gibbs. Bee
Gees, forever!!


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