AS MÃOS DE MEU PAI
Outrora
Calejadas de canetas
Agora
Calejadas de lidar com a terra.
De tabelião a fazendeiro
Rosto suado
Vermelho de natureza
E de sol.
Papai, o filtro solar...
Cada ano que passa
Ele fica mais bonito.
Seus cabelos brancos
Como algodão,
Cobertos por um chapéu
O faz parecido com meu avô
Gente vinda de Portugal.
Da quinta para casa
É só alegria
Ele, que é todo nosso
Chega trazendo nas mãos
O que a terra
O devolve de seu gracioso trato
Jabuticabas, doces carambolas, mangas, goiabas...
Mamãe sempre tem razão,
Ainda mais quando fala:
“As frutas colhidas da fazenda por seu pai são muito mais saborosas!”
Papai
Ainda tem tempo para nos acolher,
Ler jornais
E rezar o terço
Diário.

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