
Vídeos para um matar de saudades
Segunda, 17 de Agosto de 2015
Tenho aquilatado coisas boas que são publicadas por amigos meus (alguns
conhecidos, também) no facebook. Dos mais variados temas em vídeos e
fotografias, não esquecendo,
obviamente, o que diz
respeito a textos bem
elaborados e com um português digno dos maiores elogios. Com isto, todos nós
aprendemos. Eu próprio com quase 52 anos de carreira jornalística.
De Pereiras e Fernandos tenho aqui comentado no que concerne a cada
respectivo “savoir faire”. Repetindo, uns de uma forma outros de outra. Neste
contexto, que apareçam muitos mais Pereiras e Fernandos. Inclusive o Fernando
Pereira político e o outro FP que canta e imita muito bem. E este segundo
Fernando Pereira, artista de reconhecidos méritos, já passou aqui pelo Brasil
onde me encontro.
Mas o que aqui quero, fundamentalmente, é falar de um Fernando Pereira da
minha santa terrinha. Tem agora como “hobbie” as fotografias e os vídeos, tudo
isto publicado no trilho que percorremos muitas horas por dia, o facebook,
claro está. Dos vídeos, o que mais tenho acompanhado, e paradoxal que possa
parecer, são os das touradas à corda. E porquê o paradoxal? É que, quando
estava na ilha Terceira, raramente ia a uma tourada à corda. Naquele tempo
ainda não se falava do “quinto touro”, mas ele sempre estava presente. Não era
tão badalado como agora. E tem sido através dos vídeos do Fernando Pereira que
revejo amigos meus, curiosamente com alguma frequência o José Henrique Pimpão,
pessoa que tem divulgado amiudadamente as touradas à corda, touros, ganaderos e
demais peripécias ligadas à tauromaquia terceirense.
Posso garantir, sem pontinha de exagero, desde que apareceu o facebook e os
vídeos sobre a matéria que foram colocados, assisti a muito mais touradas do
que naqueles anos todos em que vivi na minha terra. De resto, é sabido que
deste lado não sou colhido e nem tampouco o tal “quinto touro” se aproxima de
mim. Aqui só acompanho os vídeos com guaraná zero. Mas, confesso que também não
me importava de, em cada sessão de vídeo com tourada, saborear uma bola de
cheiro com umas rodas de morcela e uns torresmos de cabinho.
Pois bem meu amigo Fernando Pereira, espero ver muito mais touradas à corda
até meados de outubro. E já agora, dizer que tenho saudades dos capinhas de
tempos remotos, o “João dos Ovos”, Joaquim “Burra Branca”, Prosa de São Mateus
(todos falecidos) e o “menino” Luís António de Meneses Borba, ainda em plena
forma, mas atualmente só acompanhando os touros à distância. De resto, hoje há
mais capinhas e com uma impressionante virtude. Esta: são solidários uns com os
outros. Acodem ao colega que fica na iminência de uma colhida, ou seja,
desviando a atenção do touro do dito cujo que está na mira do animal. Parabéns
aos novos capinhas. E que apareçam mais.
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