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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

E tudo são recordações - Azores Digital


Vídeos para um matar de saudades
Segunda, 17 de Agosto de 2015 
Tenho aquilatado coisas boas que são publicadas por amigos meus (alguns conhecidos, também) no facebook. Dos mais variados temas em vídeos e fotografias, não esquecendo,
obviamente, o que diz
respeito a textos bem elaborados e com um português digno dos maiores elogios. Com isto, todos nós aprendemos. Eu próprio com quase 52 anos de carreira jornalística.
De Pereiras e Fernandos tenho aqui comentado no que concerne a cada respectivo “savoir faire”. Repetindo, uns de uma forma outros de outra. Neste contexto, que apareçam muitos mais Pereiras e Fernandos. Inclusive o Fernando Pereira político e o outro FP que canta e imita muito bem. E este segundo Fernando Pereira, artista de reconhecidos méritos, já passou aqui pelo Brasil onde me encontro.
Mas o que aqui quero, fundamentalmente, é falar de um Fernando Pereira da minha santa terrinha. Tem agora como “hobbie” as fotografias e os vídeos, tudo isto publicado no trilho que percorremos muitas horas por dia, o facebook, claro está. Dos vídeos, o que mais tenho acompanhado, e paradoxal que possa parecer, são os das touradas à corda. E porquê o paradoxal?  É que, quando estava na ilha Terceira, raramente ia a uma tourada à corda. Naquele tempo ainda não se falava do “quinto touro”, mas ele sempre estava presente. Não era tão badalado como agora. E tem sido através dos vídeos do Fernando Pereira que revejo amigos meus, curiosamente com alguma frequência o José Henrique Pimpão, pessoa que tem divulgado amiudadamente as touradas à corda, touros, ganaderos e demais peripécias ligadas à tauromaquia terceirense.
Posso garantir, sem pontinha de exagero, desde que apareceu o facebook e os vídeos sobre a matéria que foram colocados, assisti a muito mais touradas do que naqueles anos todos em que vivi na minha terra. De resto, é sabido que deste lado não sou colhido e nem tampouco o tal “quinto touro” se aproxima de mim. Aqui só acompanho os vídeos com guaraná zero. Mas, confesso que também não me importava de, em cada sessão de vídeo com tourada, saborear uma bola de cheiro com umas rodas de morcela e uns torresmos de cabinho.

Pois bem meu amigo Fernando Pereira, espero ver muito mais touradas à corda até meados de outubro. E já agora, dizer que tenho saudades dos capinhas de tempos remotos, o “João dos Ovos”, Joaquim “Burra Branca”, Prosa de São Mateus (todos falecidos) e o “menino” Luís António de Meneses Borba, ainda em plena forma, mas atualmente só acompanhando os touros à distância. De resto, hoje há mais capinhas e com uma impressionante virtude. Esta: são solidários uns com os outros. Acodem ao colega que fica na iminência de uma colhida, ou seja, desviando a atenção do touro do dito cujo que está na mira do animal. Parabéns aos novos capinhas. E que apareçam mais.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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