Foto quando Vítor Santos veio aos Açores, convidado pelo Governo Regional, através da Secretaria da Comunicação liderada por Lourenço de Melo, participar com os colegas açorianos numa ação de formação por ele ministrada.
Na foto, quando partíamos para um almoço na Ribeira Grande (convite da edilidade ribeiragrandense), Antero Pacheco (já falecido), Vítor Santos (também falecido), Norberto Barcelos e Carlos Alberto Alves
A Rua Vítor Santos no dia do 68º aniversário de A Bola
De A Bola em 30 de janeiro de 2013
Completam-se hoje 68 anos do
nascimento do jornal A Bola e
por isso recordamos o seu histórico chefe de redacção Vítor Santos, cuja
memória denomina uma rua em Lisboa desde 1991.
Cinco dias
após o falecimento de Vítor Santos, a moção de pesar nº 79/90, aprovada na
sessão de Câmara de 26 de Dezembro de 1990, deliberou atribuir o seu nome a um
arruamento de Lisboa, e a Comissão Municipal de Toponímia apontou para o efeito
a Rua B da Urbanização da Horta Nova (à Estrada do Paço do Lumiar) que recebeu
a designação de Rua Vítor Santos pelo Edital de 15 de Fevereiro de 1991 e, foi
inaugurada oficialmente no mês seguinte (conforme reportagem de A Bola que
publicaremos no post seguinte).
Vítor
Gonçalves dos Santos (Alenquer/31.05.1923-21.12.1990/Lisboa) entrou para A Bola
em 1 de Novembro de 1950, como colaborador e, não tendo sido fundador deste
jornal desportivo, foi quem o potenciou para a sua actual dimensão
acrescentando a qualidade que fez de A Bolauma referência
prestigiada da História do jornalismo nacional.
O seu
primeiro artigo n’ A Bola foi a crónica do Benfica-Oriental e,
tornou-se redactor a 1 de Outubro de 1954, deixando então o Instituto Superior
de Agronomia, onde chegara ao 3.º ano, tendo como colegas da redacção Carlos
Pinhão, Aurélio Márcio e Silva Resende. Igualmente bem cedo o fundador Cândido
de Oliveira o convidou a ocupar o cargo de chefe de redação da “equipa da
Queimada” – por referência a estar sediada no nº 23 da Travessa da Queimada -,
iniciando uma brilhante carreira no jornalismo português.
Também
ainda hoje este jornalista é recordado na Académica por ter sido quem denominou
essa equipa como “Pardalitos do Choupal”, na sua crónica ao jogo da vitória
sobre o Benfica por 3 a 1 na época de 1961/1962. Vítor Santos foi ainda
fundador com Alves dos Santos, Artur Agostinho, Mário Zambujal, Fernando
Soromenho, Manuel Mota, Vítor Sérgio, Mário Cília, Vasco Resende, Carlos
Pinhão, e, Aurélio Márcio, em 1966, do CNID – Clube Nacional de Imprensa
Desportiva que institui um prémio com o seu nome para distinguir uma jovem
promessa da imprensa escrita desportiva.
O Governo
e o Presidente da República distinguiram a sua extraordinária carreira com a
Medalha de Mérito Desportivo (1986) e a comenda da Ordem do Infante D. Henrique
(1990). Recebeu, igualmente, a Bola de Ouro, troféu que tem o apoio cultural da
FIFA e distingue os principais nomes do jornalismo.



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