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485º Aniversário da Cidade de Angra do Heroísmo

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Do poeta-escritor Alexandre Oliveira


Flor de Lis

Quando garoto eu fui escoteiro, escoteiro do mar. E aprendi muito com o saudoso Tenente Lucena, um senhor de meia idade, reformado do Exercito que naquela época  idealizou formar um grupo de escoteiros e ensinar a estes meninos coisas que todo rapaz deve saber. A minha farda lembro bem era cinza, bermuda e camisa, e um lenço branco no pescoço com um anel de couro e nele a palavra Sempre Alerta, próximo  a frase uma flôr de lis dourada.  Faz
tanto tempo que hoje a palavra flor se escreve sem acento, usamos apenas para enfeite, mesmo que a liberdade poética acentue bem a mesma.
     E saiba você que nunca esqueci de alguns mandamentos. É verdade. Lembro bem de um que dizia:
- Escoteiro  é cortês, ele é amigo dos animais e das plantas.
- O escoteiro honra seu pai, e sua mãe.
- O escoteiro é leal. É limpo de corpo e alma.
Gente e por aí vai. Aquele que foi, ou é escoteiro sabe de tudo um pouco desta vida.
E olha que tá perto da gente comemorar o dia do escoteiro que é 23 de Abril. E acaso você sabe que o padroeiro desta rapaziada é São Jorge, o santo guerreiro, e foi escolhido por Robert Smith Baden Powell. Um britânico que idealizou ensinar bons costumes para os meninos e que ele no seu dia a dia pratique boas ações. 

     Na realidade, eu nunca esqueci o que aprendi com o tenente Lucena. Que Deus o tenha num bom lugar. Olha que eu irei sempre estar Alerta. Que me perdoe, os amigos, Luizinho, Huguinho e Zezinho, meus camaradas. 
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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