Ai minha santa terrinha -
Saudades da hora do jantar
(intervenção na Ratel Web Rádio - Rádio Face)
(intervenção na Ratel Web Rádio - Rádio Face)
Já me habituei ao sistema do Brasil: em vez de
jantar, opto por merendar. Até aqui, tudo bem, não me prejudiquei.
Em tempos idos, li com atenção, um estudo sobre
esta temática (o jantar na família) e, daí, alinhavar esta intervenção em
função dos elementos que recolhi – inclusive, alguns interessantes pontos de
vista. Para além de nos nutrir as refeições poderão e deverão ser momentos de
reconstrução e de socialização familiar que, por sua vez, promovem o
desenvolvimento psicológico de crianças e adolescentes, reforçando ainda a
estabilidade familiar. Algo que, à partida, poderá parecer óbvio e do senso
comum, está-se a tornar esquecido dentro da sociedade dita “moderna”, se não é
pelo facto de todos os elementos não
poderem estar reunidos por motivos de horários e compromissos, pais que trabalham até tarde, atividades extraescolares dos filhos, por outro lado, também acontece frequentemente mesmo estando todos em casa distanciam-se pela presença da televisão. Seja uma refeição simples ou mais elaborada, se for acompanhada de uma conversa agradável em ambiente de descontração torna a hora do jantar um momento especial. Algo tão simples e ao alcance de qualquer um, como este momento ao fim de um dia, poderá até evitar futuros problemas mais complexos, ou até mesmo prevenir a apetência pela procura de drogas, ou outro tipo de vicio e por outro lado fomentar motivações saudáveis, como, por exemplo, a motivação escolar. Pois, estudos nos Estados Unidos apontam para o facto de que os adolescentes ao participarem de conversas em família durante o período das refeições desenvolvem um sentido de proteção e reforço parental que os ajuda a resistir à pressão de grupo nos consumos de substâncias prejudiciais e viciantes. Convém salientar que, de um modo geral, qualquer momento de refeição, se partilhado em família tem um impacto positivo ao nível da saúde mental principalmente das crianças e jovens, sendo a hora do jantar a que melhor se adapta às rotinas e compromissos profissionais de cada um dos elementos da família. Outro estudo vem reforçar estes factos, na medida em que verificaram que crianças oriundas de famílias que estabeleceram um compromisso com o momento das refeições, tornaram-se em adultos mais confiantes tendo passado por uma adolescência mais estável. Neste sentido, à hora do jantar marque este compromisso com a sua família, se por motivos profissionais não for de todo possível, comece, pelo menos, por um ou ambos os dias do fim de semana e reserve na sua agenda pelo menos um dia durante a semana.
poderem estar reunidos por motivos de horários e compromissos, pais que trabalham até tarde, atividades extraescolares dos filhos, por outro lado, também acontece frequentemente mesmo estando todos em casa distanciam-se pela presença da televisão. Seja uma refeição simples ou mais elaborada, se for acompanhada de uma conversa agradável em ambiente de descontração torna a hora do jantar um momento especial. Algo tão simples e ao alcance de qualquer um, como este momento ao fim de um dia, poderá até evitar futuros problemas mais complexos, ou até mesmo prevenir a apetência pela procura de drogas, ou outro tipo de vicio e por outro lado fomentar motivações saudáveis, como, por exemplo, a motivação escolar. Pois, estudos nos Estados Unidos apontam para o facto de que os adolescentes ao participarem de conversas em família durante o período das refeições desenvolvem um sentido de proteção e reforço parental que os ajuda a resistir à pressão de grupo nos consumos de substâncias prejudiciais e viciantes. Convém salientar que, de um modo geral, qualquer momento de refeição, se partilhado em família tem um impacto positivo ao nível da saúde mental principalmente das crianças e jovens, sendo a hora do jantar a que melhor se adapta às rotinas e compromissos profissionais de cada um dos elementos da família. Outro estudo vem reforçar estes factos, na medida em que verificaram que crianças oriundas de famílias que estabeleceram um compromisso com o momento das refeições, tornaram-se em adultos mais confiantes tendo passado por uma adolescência mais estável. Neste sentido, à hora do jantar marque este compromisso com a sua família, se por motivos profissionais não for de todo possível, comece, pelo menos, por um ou ambos os dias do fim de semana e reserve na sua agenda pelo menos um dia durante a semana.
NOTA FINAL – Quando participei na segunda coletiva do Rei Roberto Carlos, a
bordo do transatlântico Costa Serena, jantei junto de alguns colegas de outros
OCS. Naquela mesa, ninguém se conhecia e, por conseguinte, todos entraram mudos
e saíram calados. Não se fizeram comentários sobre a coletiva (o show era
depois da refeição), não se falou da comida, enfim, nada de nada. Eu acabei por
ter sorte porque a menina que me serviu era porteguesinha-da-costa. Sempre foi uma
meia-satisfação, porque, a dado momento, ainda tivemos tempo para três dedos de
conversa, embora com celeridade, porque
trabalho é trabalho.

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