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485º Aniversário da Cidade de Angra do Heroísmo

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Do jornalista João Rocha


É que vão ser elas...
com elas mesmo


                                                                         
Na quinta-feira, 25 de janeiro, a ambiência noturna nos Açores quase representa o contraditório do resto do ano – as mulheres são rainhas e senhoras da festa.
A celebração do “Dia das Amigas” trará a animação típica da efeméride. Aos homens, pelo menos aos mais sensatos, restará o papel de ficar em casa a tomar conta das criancinhas e, eventualmente para os de maior devoção, rezar a todos os santos para os carros regressarem com o mesmo número de mossas e riscos.

Os restaurantes bem podem aproveitar para fazer ementas apropriadas a tão especial clientela. As iscas com elas terão uma saída diabólica e o bacalhau com todos é transformável em com todas.
As amigas estão absolutamente à vontade para irem à casa de banho aos magotes, sem que tenham de ouvir os habituais comentários masculinos depreciativos.
Em absoluta verdade, os copos serão femininos. Ninguém terá de ouvir o empregado de mesa a dizer algo do género: “um licor para a senhora e um conhaque para o cavalheiro”.
O cenário é mais do que perfeito para as insondáveis “conversas de mulheres”.
As típicas reprimendas às caras-metades também representam uma hipótese meramente académica. “Não bebas mais”, “estás a falar muito alto” e “já são horas de voltarmos para casa” ficarão reservadas para posterior acontecimento social.
Melhor: as amigas podem transgredir todas as regras que costumam tentar impor.
Os maridos, se não houver jogos de futebol pela noite dentro, já devem estar a bom ressonar.
O melhor é beber mais uns copos e ir à discoteca “abanar o capacete”. Porém, é bom terem em conta que ninguém consegue fugir ao seu próprio destino, a começar pela pescada. A euforia, motivada por excessos gastronómicos e alcoólicos, é sempre paga sob a forma de ressaca.
No dia seguinte, é que vão ser elas... com elas mesmo. O chão confunde-se com mar de ondulação forte, o estômago irá dar pulos por uma canja, a cabeça vai estar constantemente a ser alvo de um ataque à martelada e os olhos só estarão bem protegidos com óculos de sol, mesmo que haja nevoeiro.
Nada que não se aguente. Garanto que, na última 6ª feira, só se escrevia ressaca a masculino...



joaorochagenio@hotmail.com
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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