Este nosso mundo de malucos
Por:
Carlos Alberto Alves
Portal
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Quando
vi imagens na TV Bandeirantes sobre o sucedido, lembrei-me logo do “nosso”
(açoriano de São Miguel) Ricardo Rodrigues que, a partir de agora, no que
concerne a “sacar” gravadores dos jornalistas, já tem um “sócio”, se bem
que, politicamente falando, exista uma acentuada diferença. Esta: Ricardo
Rodrigues é (continua a ser?) Deputado e este novo personagem, de nome Roberto
Requião, um Senador, ao que dizem muito temperamental. Será que este Senador já
tinha conhecimento que Ricardo Rodrigues protagonizou um acto de maluco ao
“sacar” gravadores de jornalistas em serviço no Parlamento?
Requião deve ter pensado: “ó compadre não serás o único, eu também gosto destas cenas anti-jornalistas”. Pelo que conhecemos até ao momento, temos dois personagens altamente perigosos na procura de gravadores de repórteres que os interpelam com perguntas pertinentes, capazes de colocar em risco as suas carreiras políticas. Neste nosso mundo de malucos (malucos pelo acto em si, sublinhe-se), temos já dois com quatro ”érres”: RR (Ricardo Rodrigues) e RR (Roberto Requião).
Requião deve ter pensado: “ó compadre não serás o único, eu também gosto destas cenas anti-jornalistas”. Pelo que conhecemos até ao momento, temos dois personagens altamente perigosos na procura de gravadores de repórteres que os interpelam com perguntas pertinentes, capazes de colocar em risco as suas carreiras políticas. Neste nosso mundo de malucos (malucos pelo acto em si, sublinhe-se), temos já dois com quatro ”érres”: RR (Ricardo Rodrigues) e RR (Roberto Requião).
A
propósito do que se passou entre Requião e o jornalista da Rádio Bandeirantes,
vejamos o que veio a público no Jornal Globo da passada terça-feira, dia 26:
“O
presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta terça-feira que foi
uma "questão de temperamento" a atitude do colega de partido e
presidente da Comissão de Educação, Roberto Requião (PR), que tomou o gravador
das mãos do repórter da Rádio Bandeirantes, Victor Boyadjian, por julgar
ofensiva a pergunta se abriria mão do pagamento da aposentadoria por ser
ex-governador do Paraná.
Para
Sarney, não tem qualquer "conotação de que se trate de uma agressão à
liberdade de imprensa ou de trabalho". O presidente frisou, no entanto,
que esse é um episódio que não deveria ter acontecido.
Sarney
lamentou o temperamento de Requião e disse que "essas coisas às vezes
acontecem independente até mesmo da vontade das pessoas".
-
Não posso emitir conceito de valor contra um colega por quem eu tenho o maior
respeito e que tem uma vida pública grande neste país - acrescentou José
Sarney.
Nesta
terça-feira, o presidente do Senado pretende apresentar e votar em plenário os
nomes indicados pelas lideranças para compor o Conselho de Ética. Ele
desvinculou um fato do outro. Até o fim dessa semana, Sarney também quer
indicar o nome do Corregedor do Senado.
Para
o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Lincoln Macário,
o ato de Requião foi arbitrário e exige punição exemplar. Segundo o jornalista,
o sindicato está concluindo a representação que apresentará ainda nesta
terça-feira contra o senador.
-
Vamos representar à Mesa do Senado para que seja tomada alguma medida
disciplinar. Acreditamos que esse é um caso para advertência e censura (ao
senador), conforme prevê o regimento da Casa. Essa punição é necessária para
que o exemplo do senador não seja seguido por outras autoridades Brasil afora.
Episódios de censura como esse devem voltar ao tempo sombrio ao qual pertencem
- destacou o presidente da entidade”.
Da
nossa parte terminamos com esta frase: se a moda pega!

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