E assim foi: de 1971 a 1979, Sérgio Borges, como vocalista e
Diretor Artístico, e os três restantes sobreviventes do sexteto clássico, João
Paulo, Carlos Alberto e Ângelo Moura, forçados a fazerem a reciclagem em música
para dançar, cumpriram contrato exclusivo no referido hotel, apresentando-se
como “Conjunto João Paulo e o cançonetista Sérgio Borges”, numa fase inicial
ainda com José Carlos Martins, e, a partir do Outono de 1972, com outro
madeirense, José Manuel, à bateria.
A desagregação final do Conjunto aconteceu no termo desse
período: João Paulo regressou ao Continente; Ângelo Moura permaneceu ainda no
Reid’s, com o pianista Aguilar e Luís Gama na voz e bateria, até 1982 (depois,
abandonou a música). Apenas Sérgio Borges e Carlos Alberto continuaram a sua
carreira como músicos profissionais.
1980 a 2013: os últimos passos
A partir de 1980, foi no Casino da Madeira e no Casino Park
Hotel, do grupo Pestana, em regime de exclusividade, que Sérgio Borges e Carlos
Alberto terminaram as suas carreiras profissionais, em 2004 e 2006,
respetivamente.
Carlos Alberto (com Sérgio Borges), inicialmente, no Casino da
Madeira, fez parte do quarteto do pianista Tony Amaral Júnior, com José Manuel
à bateria e Hélder Gonçalves no baixo. Além da guitarra, Carlos Alberto passou,
desde a temporada no Reid’s, a tocar também piano e outros teclados. Em 1989,
transitou para o Casino Park Hotel, onde, em trio, acompanhou a cantora Maria
da Paz Rodrigues, além de tocar piano solo. Mais tarde, fez a rotatividade em
vários hotéis do grupo Pestana, a solo, como pianista e vocalista, cumprindo
assim o seu desígnio de juventude.
Quanto a Sérgio Borges, há muito mais para contar, sobretudo a
partir de meados dos anos 80, como resultado da colaboração com o músico e
produtor musical madeirense Paulo Ferraz, que trouxe novo impulso à sua
carreira.
Reeditando, 14 anos decorridos, o êxito nos palcos do
Continente, o cantor participou, em novembro de 1985, num conjunto de
espetáculos realizados no Casino Estoril, integrado na Semana da Madeira, que
decorreu entre 08 e 17-11-1985, numa iniciativa que contou com o apoio da Casa
da Madeira em Lisboa e do Governo Regional da Madeira e com a presença de
outros músicos representantes da Região, designadamente a banda “Os Algozes”, a
fadista Rosa Madeira e um grupo folclórico, conforme noticia o semanário Se7e
na sua edição de 06-11-1985.
No ano seguinte, apresentou-se pela terceira e última vez no
Grande Prémio TV da Canção promovido pela RTP, cantando, no Casino da Madeira,
a composição ‘Quebrar a Distância’, um emotivo original de Sérgio Borges
(letra) e de Paulo Ferraz (música), depois editado em single, com execução
instrumental e direção musical de Paulo Ferraz, e participação do músico
convidado Luís Filipe.

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