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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Uma joia açoriana que conquistou Portugal - Carlos Alberto Moniz


Lúcia Moniz, João Moniz (goleiro de andebol que representa a seleção nacional) e Carlos Alberto Moniz, vistor por mim (Carlos Alberto Alves) no Portal Luso - Brasileiro Splish Splash. 

 Lúcia Moniz – como esta menina tem brilhado

Já respondi a vários amigos o porquê da minha mudança jornalística. Todos se habituaram a ver-me escrever sobre várias modalidades desportivas – crónicas, reportagens, grandes entrevistas, etc, etc – e, por isso mesmo, algum espanto. Porém, vou aqui recordar uma frase do meu querido amigo e MESTRE, Vítor Santos: “um jornalista é sempre jornalista em qualquer circunstância”. Daí que, circunstancialmente, após ter vindo para o Brasil, fui alternando o meu próprio “métier”, sendo notório que escrevo muito menos sobre desporto. Por outro
lado, tenho que confessar que esta foi mais uma enorme valorização para, de forma mais “esbelta”, atingir o tal grande objectivo que, com forme já referi, passa por atingir, em 10 de Março de 2014, os 50 anos de carreira. Carago acabei por revelar os meus 67 anos de idade. Não me sinto velho. Longe disso. Estou como o King Roberto Carlos, a qualquer hora posso dar uma fugidinha.
Um post de Paulo Gonzo no Splish Splash (grato a quem o colocou) encaminhou-me para a feitura deste artigo, sobre uma jovem que eu conheci em criança, trazida pelas mãos dos pais, Carlos Alberto Moniz (de quem já escrevi para o Splish Splash) e Maria do Amparo Pereira, esta filha de uma senhora que chegou a ser minha colega de trabalho e que muito se dedicou à música regional na ilha Terceira. Portanto, Lúcia Moniz, que hoje trago à estampa, herdou da família o gosto pela música. E quando falo de família, tenho que, imperiosamente, colocar o lado do Carlos Alberto Moniz, do avô, do pai, por exemplo, ou seja, o avô e bisavô paterno da Lúcia Moniz, hoje uma grande realidade do nosso panorama musical. É caso para se dizer: filha de peixe...

Lúcia Moniz, que é toda a cara da sua mãe (Ó Carlos perdoa-me esta confissão), já participou em festivais da RTP e esteve presente em diversos eventos conjuntamente com outros artistas conhecidos. Esteve, entre muitos outros, no Herman Sic (um programa de enorme audiência. Herman que é amigo do pai, Carlos Alberto Moniz), Gala Eusébio, Portugal sem Fronteiras (apresentado pelo pai) e fez dueto com Paulo Gonzo. Também contou com a colaboração, em outras ocasiões, com o músico Nuno Bettencourt, também ele de origem açoriana.
Lúcia Moniz, que cantou com a mãe numa festa do 25 de Abril (matei saudades a ver o vídeo postado no You Tube), continua com uma carreira de clara ascensão, para orgulho dos pais. Ela tem um estilo muito próprio, ao invés de outros cantores da sua geração que se refugiam um pouco ao lado de nomes sonantes da canção.
Agora, fico na expectativa para saber quando Lúcia Moniz faz uma digressão pelo Brasil. Para breve?

Carlos Alberto Moniz um terceirense sem fronteiras

Terceirense dos sete costados, amigo da sua região, Carlos Alberto Moniz é hoje, sem sombra de dúvidas, uma das nossas grandes referência em Portugal e além-fronteiras. Perdeu-se a dupla Duarte e Ciriaco, mas, por outro lado, nesta continuidade de divulgar a nossa música, a nossa cultura, a nossa terra (ciclo iniciado por Vitorino Nemésio), contamos com a presença de Carlos Alberto Moniz que, pelo seu talento, pela sua persistência, chegou ao patamar superior do panorama musical português e, também, à semelhança de Vitorino Nemésio com o seu “Mau Tempo no Canal”, se impôs, com verdadeira cátedra, na televisão, onde regista uma invejável popularidade, corolário do seu indiscutível “savoir faire” nos programas a que esteve ligado, o mais recente, e na presente actualidade, o Portugal Sem Fronteiras. Também esteve ao lado dos falecidos José Fialho Gouveia e Raul Solnado, para além de outros nomes sonantes do panorama televisivo português.



Conheci Carlos Alberto Moniz desde o seu tempo de jovem, já com a paixão pela música, pelos toiros e pelo futebol, sempre ao lado de seu pai que o acompanhava muitas vezes nessa referida trilogia. Aluno referenciado no Liceu Nacional de Angra do Heroísmo, Carlos Alberto Moniz, após concluir o sétimo ano, seguiu a sua vida rumo a Lisboa onde fez dupla com a então esposa Maria do Amparo, dupla essa que acabou desfeita por motivo de uma separação conjugal, hoje o pai-nosso-de-cada-dia por este mundo fora. Creio que foram os primeiros passos de Carlos Alberto Moniz na música e na televisão. Depois, naturalmente, face à sua aquilatada vocação, atingiu a zénite musical, objectivo conseguido por mérito próprio, daí ser respeitado e reconhecido por todos. Hoje ele é o maior embaixador dos Açores, seguindo a escala de Nemésio, Natália Correia e demais vultos nados e criados na região açoriana.

Tal como tantos outros, Carlos Alberto Moniz também tem apreço pelo king Roberto Carlos. Tenho ideia de um programa televisivo em que ele participou e cuja essência do mesmo era Roberto Carlos. Não sei responder em termos de ano, nem dos outros componentes que estiveram ao lado de Carlos Alberto Moniz.

Carlos Alberto Moniz tem outras duas paixões: os toiros e o amor à sua terra, neste caso a ilha Terceira de Jesus Cristo onde está sempre presente por ocasião das Festas Sanjoaninas que se realizam anualmente em Junho e é uma constante a composição de letras e músicas, quer da Marcha Oficial (quantas já fez?) quer de outras, inclusive, o que por aqui significa que está sempre pronto para servir a sua terra através da música. E, hoje, é um dos maiores divulgadores da região açoriana. Em todos os programas televisivos em que toma parte, fala sempre dos Açores. E querem melhor divulgação do que esta?

Futebolisticamente falando, adora o Benfica e o Sport Club Angrense que é uma das delegações do grémio da Luz. Lembro-me de o ver de capa e batina pelas principais artérias de Angra, acompanhado pelo pai, sempre bem vestido e com um grande emblema do Benfica na lapela do seu casaco.

Creio, por fim, que Carlos Alberto Moniz comunga da opinião de muitos cantores portugueses de que não é fácil cantar Roberto Carlos. O próprio José da Câmara fez essa afirmação no programa Portugal Sem Fronteiras, que é conduzido por Carlos Alberto Moniz.

E sempre gostava de ouvir Carlos Alberto Moniz cantar o saudoso Zé da Lata. E é com esta que vou encerrar este artigo: “O Sol preguntou à Lua”. “Preguntou” era assim que o Zé da Lata se expressava. E o “preguntou” ficou para sempre.


Carlos Alberto Moniz lança CD Lusofonias


Ele é um “home da minha linda ilha Terceira”. Somos praticamente da mesma idade e temos o mesmo nome. A diferença que ele é Moniz e eu sou Alves. A diferença é que ele veio de uma família de pessoas ligadas à música e eu filho de um simples pintor, que Deus já lá tem no “outro lado da vida”.

Carlos Alberto Moniz é uma figura que Portugal muito deve pela sua divulgação através da música e da televisão, nomeadamente, e no que concerne ao presente, Portugal Sem Fronteiras. O nosso Carlos Alberto Moniz, com sempre lhe chamamos, já esteve ao lado de grandes vultos, alguns já desaparecidos, entre eles os saudosos Raúl Solnado e José Fialho Gouveia. Apenas para falar destes.

Carlos Alberto Moniz tem o condão de ser sempre a mesma pessoa humilde, sem andar no bico dos pés pelo fato de ter atingido o patamar superior no que concerne ao panorama musical português. Ele venera a sua terra e procura estar sempre presente nas Sanjoaninas de Angra do Heroísmo, evento para o qual já escreveu muitas letras e músicas para as marchas de São João, incluindo, logicamente, a Marcha Oficial dessas mesmas festas que, no mês de Junho, levam à ilha Terceira muitos turistas e emigrantes oriundos da ilha e de outras que formam o arquipélago dos Açores. Com eles, Carlos Alberto Moniz sempre está para aquele abraço fraterno.

Com este CD Lusofonias, que estreia sábado com dois temas no Programa Portugal Sem Fronteiras (RTP 1, RTP Internacional e RTP, África), Carlos Alberto Moniz demonstra mais uma vez o seu talento, criatividade e qualidade dos seus arranjos musicais que, manda a verdade dizer, continuam intatos.

Obrigado, Carlos, pelo convite endereçado. Aqui em Niterói (RJ), acompanharei o programa, mesmo que tenha que recorrer à internet.

Parabéns, grande terceirense, grande português, que divulga a sua terra e o seu país. As tuas raízes estão bem lançadas com vista à captação de novos valores

Baú do desporto – O João filho do Carlos Alberto Moniz

No desporto, na música e mais e mais, conheci muitos Joões. E claro que, enquanto estiver no rol dos vivos, muitos outros vou adicionando à lista dos Joões amigos/conhecidos. No entanto, e no que concerne ao jornalismo, tive poucos colegas Joões. De resto, foi no Açoriano Oriental que o número de Joões foi maior, um deles mais de perto, o Moniz. Moniz? Que nome bem conhecido, não falo do José Eduardo Moniz, por exemplo, ou de outras figuras públicas com o mesmo sobrenome. Não esqueço o meu amigo e brilhante jornalista (também colega na Impraçor) Manuel Moniz. O Moniz que aqui quero reportar é da minha terra, é brilhante a cantar e também como apresentador de televisão. E não é preciso recorrer a uma velha frase “o Sol ‘preguntou’ à Lua”. Por aqui, é fácil lá chegar. O Moniz, o meu homónimo, tem um filho que está na berlinda. Cantor? Isso não. Não seguiu o trilho do pai. E como se chama o filho? Claro, mais um João para enfileirar este grupo de Joões. E manda a verdade dizer que não conheço nenhum “João das Arábias”. Este é o João Moniz que surpreendeu os amigos do pai – e não só – ao revelar-se como goleiro de handebol. E o nosso (sim é nosso, mesmo que tenha nascido em Lisboa, tem a raiz “made in Terceira”) João foi chamado para representar Portugal para o Mundial de Juniores. As mulheres dizem que o rapaz é giro. Porém, o que eu achei giro foi isto: FANTÁSTICO! “Goleiro João Moniz salva Portugal no último lance e classifica País para as oitavas de final do Mundial Júnior Masculino”.

Placar final: Portugal 27 x 26 Angola.

O nosso João Moniz já fez história. O seu futuro é promissor. Só espero que não faça retrocesso e comece a cantar como o pai. E aqui me lembro de uma história de um jovem que jogava handebol e achou por bem, após refletir, seguir as pegadas do pai, sendo hoje uma figura grada da tauromaquia portuguesa. Trata-se do filho mais velho do Emídio Pinto. Um dia ele era muito jovem e eu, para gáudio do seu avô Nuno Monteiro Paes, velho amigo já falecido, fiz-lhe uma entrevista como praticante de handebol.
Meu caro João Moniz, continua a ser goleiro de andebol. O Sol “preguntou” à Lua sobre o teu futuro e a Lua respondeu: ”vai ser dos melhores goleiros de Portugal”. E se a Lua disse, não há que duvidar.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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