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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

E tudo são recordações - Do Azores Digital




Crónica antiga com nacos de ficção

Sexta, 13 de Dezembro de 2013 

meu querido amigo, João Celestino dos Santos Bendito, emigrado para a Califórnia, casado com a Alice que ainda é minha prima (não me perguntem o grau, porque disso ando desfasado) e da família da mãe guardo gratas recordações. Sempre tive com esses primos (para além da Angelina, a Laura, o José, o Henrique, o Tibério, o Rui, o Frederico) uma ligação bastante agradável,
não esquecendo o Tio Henrique (Seguro) e a Tia Angelina. Não esquecendo ainda que era um “habitué” da árvore de fruto muito cobiçada que existia no quintal.
Os tempos foram passando céleres (basta olhar hoje para as nossas idades) e alguns seguiram o seu rumo. Eu, para muitos inesperadamente (e com toda a propriedade quem assim pensa), rumei para o Brasil, enquanto que outros emigraram para os States, não deixando, porém, de referir que há ainda malta daquele tempo que continua na santa terrinha. Falta o JD Macide, mas continua bem vivo na nossa memória e, “no outro lado da vida” nos espera para tomarmos uma fresquinha, certamente numa improvisada Portugália ou, idem, idem, em um Café Aliança com esplanada bem preparada e com “garçons” vestidos a preceito.
O João Bendito entendeu, em boa hora, escrever algumas memórias passadas na loja do seu pai, o nosso querido amigo Tio João Bailão, que certamente já fez uma visitinha ao Macide e, à nossa saúde (a do grupo, subentenda-se), tomaram uma angelica da ordem, preparada por algum santo que também gosta da sua pinga. São Pedro, esse não faz parte da lista porque só pensa em água e angelica com água só faz mal ao estômago.
Ora, nessas ditas memórias, que já estão a ser preparadas com o devido cuidado, o João fala da desobriga, fato que me obriga a alinhavar mais um escrito dentro da linha que vou mantendo. Mas vejamos um naco de prosa do que escreveu o João Bendito sobre o grupo, que é mais importante do que eu estar aqui no toca-toca para a frente:
“Mas o grupo da desobriga era diferente. Não me recordo como começou o ajuntamento deste pequeno aglomerado, é um daqueles mistérios sem explicação. Era ali no canto da Flórida que nos encontrávamos por volta das cinco da tarde. J D Macide descia da Miragaia do escritório da Sata, o CA (Tirolé) subia da Rua Direita do consultório onde fazia análises clínicas, o Marcolino, com o seu andar escorregadio, safava-se da Junta Geral e ali se reuniam comigo, com o João Câmara, com o Sílvio Lourenço e, esporadicamente, o Oldemiro Rego. Trocávamos umas conversas, fazíamos permuta de alguma notícia de última hora, cortávamos na casaca de alguém que passava na pressa das suas vidas e então aparecia uma voz que lançava o desafio: quem é que paga a desobriga hoje?”
RECORDAR NESTA QUADRA
Transformo o Copacabana de novo na loja do Tio João. Quem não era cliente naquela altura fica de fora. Será que o José Henrique Pimpão era cliente? Ele que é um frequentador assíduo do Copacabana

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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