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485º Aniversário da Cidade de Angra do Heroísmo

segunda-feira, 5 de março de 2018

Da conceituada atriz Cidak Viana a Peça de Teatro Um Negócio na Europa


Continuação de Um negócio na Europa 

* Káren Beatriz - INTERNÁUTICO (Marlene Gandra)

Não o vejo invólucro da alma

Transcendes através do Atlântico

Não diria que vieste de navio

Mas no comboio do meu cérebro ilusório.

Nossos encontros internáuticos fins de tarde

Levam-me a Penafiel em Portugal.

À beira do Rio Paiva, em Cinfães,


Aldeia em que nasceste,

Olho-te no silêncio da paisagem.

Contigo vou a Lisboa.

Tenho pressa.

Encontro marcado com Pessoa, Florbela e Camões.

Estou deslumbrada!

Com a beleza da Lisboa noturna.

Primeira vez que venho aqui.

Ouça comigo um fado e beba um gole de vinho. Um gole.

E deixa-me embriagada de ti.

A internet cai. E não mais a madrugada.

Teu espectro, bruscamente, some.

Alucinada, na lépida manhã, procuro por ti,

Em sites de busca

* Jaqueline Kailene - 
O MAR E A FRAGATA - Maria de Fátima Batista Quadros - Eflúvio Poético

Goza
Do mar a fragata
Sonhadora
Oceânica
Despreocupada
Se
É outono
Ou
Primavera…
Goza do mar a fragata
Na paisagem graciosa
Celeste
A misturar
Com o infinito…
Cá
A latejar no peito
O desejo ardente cobiça-me
Para além de contemplar
O mar
A fragata
Chama-me o mar…
E nas ondas de sua doce bravura
Entrego-me a sua selvagem graça
Deixo-me levar
Acalentada por galante melodia
À sombra da lua
Suave ao ventre do vento…
Enfim
Infinitamente solta
Uma fragata no mar
Em êxtase
E no gozo eterno.
COREOGRAFIA DA ALEMANHA

* Ana Francisca - FÁTIMA QUADROS - Maria de Fátima Batista Quadros

Sou agraciada por Deus... 
por sentir o indescritível... 
por escrever sonhos e sentir a força do afeto... 
vivenciar mistérios... 
contos de amor entre flores e tatus... 
palhaços e bailarinas... 
por viver carregada de arco-íris... 
em companhia das borboletas... 
lua... 
estrelas... 
Por respirar simplicidade... 
em sintonia com a sutil Natureza... 
Sou "era uma vez"... 
uma andorinha Quiqui... 
uma lenda de um beija-flor... 
uma canção de Natal... 
um pássaro de olhos castanhos... 
feliz porque tenho uma vovó Binica... 
e posso da fresta de uma janela ver canteiros de margaridas... 
sou três pontinhos... 
uma reticência... 
sou reticência...
COREOGRAFIA ITALIANA - Tarantella
* Radmila Zandra - EU QUERIA - Mercemiro Oliveira Silva
Eu queria ser cantor popular, de todos querido,
ou cantor lírico bem famoso
Eu queria ser dançarino clássico
ou o par mais disputado dos salões
Eu queria ser craque de futebol,
ás dos ringues ou das pistas
Eu queria ser astro de cinema, 
caubói ligeiro ou galã simpático
Eu queria ser um grande mestre,
Líder carismático, líder religioso
Eu queria ser prócer político, muito amado
ou temido chefe revolucionário
Eu queria ser a essência da fortaleza,
perfeito exemplar de macho
Eu queria ser poeta
e saber cantar o amor
Eu queria ser tudo isso...
... só pra você me admirar.

* Valdo Parmiany - CASI NATIVIDAD - Maria Conceição da Cruz

Cuándo miro los niños perdidos
Por las calles,
Cuando miro las caras de las personas:
Adultos, viejos, ricos o olvidados
Saca de mi alma un sonido, una voz:
Muchos tienen bastante y otros casi nada...

Hermanos? Todos?
Dios!

Entonces póngome a escribir:
Amigos, despiértense, por favor!
Ya es la hora de cierrar la indiferencia
Y abrir los ojos:
El destino de uno es el destino de los todos!
Igual para usted, igual para mi.

Natividad deve ser um día sólamente o
Todos los dias?
Mis ojos no paran de mirar...
Natividad pasa
La hora vieja llega

Un nuevo año camiña com prisa
El niño pasa
Mis ojos miran
Mis manos escriben...
Los olvidados siguen
Consumidos por hambre!

Outra vez
El niño se queda solo
Por las calles...

Hasta cúando?
Los ricos,
Las personas,
Esperarán
Por outra Natividad
Por outra oportunidad
De ayudar
Los olvidados?

Hasta cúando?
Ahora ya es, de nuevo,
Casi natividad!

Qué espera usted?

* Carmen Constância - ÉDEN - (Marlene Gandra)

tenho pachorra ao olhar sua boca

em carmim toda borrada em cio

a língua a saborear meu dorso

mel escorre garganta a seco

calores das respirações ascendem-se

êxtase circunferencial

relaxa-me

ao lume de manjares portuenses

cereja entre lábios frouxos

cai no seu decote andarilho

(Continua)

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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