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quinta-feira, 15 de março de 2018

Os "Monstros Sagrados" jamais serão esquecidos - Eça de Queirós




Eça de Queirós foi um escritor sempre atento e reativo às transformações culturais que o rodeavam, às inovações literárias que ia testemunhando e aos grandes movimentos da história do seu tempo. Alguns exemplos: Em 1866, com pouco mais de vinte anos, Eça já escrevia sobre Baudelaire e sobre Flaubert; nos anos 70 percebeu o impacto social que o realismo poderia ter numa
sociedade que carecia de reformas profundas; pouco depois (em parte graças à crítica que Machado de Assis lhe endereçou, quando da publicação d’O Primo Basílio), percebeu os exageros e as deformações do naturalismo e foi-se afastando dele; já em fim de século, observou, a partir de Paris, onde era cônsul, os excessos, as contradições e alguns equívocos de uma civilização que se queria fundada no desenvolvimento científico e tecnológico, na produção industrial desenfreada, na disputa pelas matérias-primas em regime de exploração colonial.
(Extrato de entrevista ao jornal Estado de São Paulo, por ocasião da iniciativa “Míngua Língua, Minha Pátria”).

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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