
AS MAIS AZUIS
Flores
Que à luz do dia
Resplandecem
Em tons azuis...
A deslizar sobre pétalas
E olhares
Ternuras bordadas em canteiros
Vendo-as ali
Faceiras
Sem ousadias
Sob o sol
À sombra da lua
Nua no inverno
No silêncio do jardim...
A exalar perfumes
Aprendiz
Das flores
Reflito nos seus gestos ternos
E desejo
Quem me dera ser
Uma delas
Uma flor
Suavemente
Minha alma debruça
Diante de tamanha plenitude
Transpõe
O silêncio fecundo
Acolhida
Chamo-as de amigas
Dóceis
Cercada de mimo
Fico em silêncio aquebrantada
De mim.
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