Um
passarinho pousou na minha janela. Cores lindas nas suas penas. Começou pio,
pio, pio. Será que queria me transmitir alguma coisa? Ou reparou que eu, no meu
computador, tinha outro passarinho, ao cabo um vídeo colocado por um amigo que
anda lá pelas bandas da Base Aérea 4 na ilha Terceira.
O
passarinho acabou por ir embora com ar de muita tristeza pelo fato de eu não
lhe ter ligado meia, estando, por isso, mais interessado no passarinho que
estava na tela do meu computador. E, curiosamente, dentro do passarinho estava
um padre, ou melhor alguém com uma indumentária de padre, uma cara conhecida. E
também lá estavam dois irmãos batizados por Figueiredos, acompanhados das
respectivas violas. A canção de fundo é linda, SOMBRAS cantando. Sombras? Sim,
com o pio, pio, do passarinho. Era a preto-e-branco, mas muito bem engendrado
pelo autor, que não é sombra, gosta da sombra, e é de bárbaros.
Mas aparece
um personagem dos Estados Unidos, que adora sombras, pensa em 24 horas em
sombras, divulga sombras, promove bailes e jantares com sombras. E terão
faltado mais e mais, mas esses ainda não se aperceberam o que está por dentro
do pio, pio do passarinho.
Retornando
ao personagem dos Estados Unidos (New Jersey), se ele fosse ao confessionário
do padre que lá está este lhe perguntaria: “rapaz o que fazias, quando muito
jovem, quase todas as noites na Praia da Vitória? Ver as sombras da noite? Os
SOMBRAS esses só ao final de semana”. O “rapaz”, com indumentária-à-pimpão,
havia de responder: “adorava ir à Praia da Vitória dar de beber à dor na
companhia de um grupo de safados que se juntavam, para o efeito, nos degraus da
Sé”. Safados, e esta, heim! Será que eu fazia parte desse grupo? Sinceramente,
não me lembro. Aqui a minha memória falhou. É raro, mas aconteceu.

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