Como se sente por ser convidado para a comemoração dos 45 anos do Teatro Augusta?
Tenho um grande carinho pelo Teatro Augusta pois fizemos um grande sucesso o ano passado na temporada do Dzi Croquettes. Teatro que fez historia em São Paulo desde quando era o Auditorio Augusta nos anos 70. Me sinto honrado.
Comente também sobre os 45 anos do Dzi Croquettes, grupo que agitou o showbusiness brasileiro nos anos 70 com sua mistura de humor e androginia e também dos 50 anos de carreira.
Coincidentemente festejarei tambem os 45 anos do Dzi e os meus 50 de carreira. Para isso escrevi um roteiro que encenado em formato de show musical, conta um pouco da minha trajetoria artistica e o encontro com o Dzi desde o inicio. O Dzi foi um divisor de aguas no teatro e no show business brasileiro, embora ainda pouco reconhecido pois nunca fez parte da cultura de massa, se manteve sempre fiel ao seu espirito underground. Mesmo assim fomos ovacionados por plateias internacionais e celebridades como Mick Jagger, David Bowie, Liza Minélli, os maiores cineastas do mundo, astros de cinema como Omar Sharif, Jeane Maureau, Alain Delon, Catherine Deneuve. Sem falar nos grandes estilistas franceses, estrelas do balé etc. Na historia artistica cultural do Brasil de sucesso no exterior a esse nível, estamos entre os poucos que conseguiram tamanho reconhecimento. Talvez nós, Sonia Braga e Carmem Miranda.
Você é o criador do DZI , como surgiu essa grande ideia?
Dzi Bando vem cheio de novidades, a começar pelo formato mais show e menos teatro musical, venho acompanhado por uma banda formada por cinco jovens musicos excelentes, os quais treinei para dançar, cantar e atuar comigo. Juntos contamos as máximas de Ciro Barcelos desde a sua fuga de casa aos dezessete anos no R.Grande do Sul para integrar o elenco do musical Hair, até seu encontro amoroso com Lennie Dale que resultou em Dzi Croquettes. O inicio, o grande sucesso e o exilio do Brasil na ditadura militar. Um pouco da historia q ainda não foi contada.
Quais as novidades desse novo espetáculo? Dzi bando.
Conviver com meus ídolos como Gal Costa, Caetano Veloso, Jorge Mautner, Gil, e tantos outros da MPB, foi uma cinsequencia natural do sucesso Dzi pois eles eram nossos fãs tambem, iam varias vezes ver o espetáculo e assim nos tornamos amigos, eu particularmente mais q os outros pq cheguei a morar com Gal em sua casa na Barra da Tijuca e temos uma amizade muito linda. Amo Gal.
Na sua opinião, qual a importância do teatro na vida das pessoas?
O que podemos saber das novidades e perspectivas de Ciro Barcelos de agora em diante.
Ciro Barcelos está vivendo hoje em São Paulo muito feliz porquê essa cidade é o máximo e ainda sobrevive culturalmente nesses tempos de igrejas tomando os espaços dos teatros e aridez cultural no país. Toco o Estúdio Arte-se, um ateliêr artístico de oficinas e montagens teatrais e de dança que inaugurei na rua Augusta a dois anos, e do qual já sairam tres montagens; ÁTMA, VÁ SE BENZER TABLARTE-SE, e em dezembro estreiaremos TROPUCALISTAS.
Projeto de um longa metragem com o Bruno Gissoni que conta a historia do Dzi em ficção, uma série também sobre o Dzi, e um balé sobre a obra e trajetoria de Maria Bethânia. Continua jurado na Dança dos famosos e aos 65 anos sente-se em plena forma.

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