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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Da poetisa-escritora Bernardete Cavalcanti



                                                                                   
A CAIXA D´ÀGUA

Quando fui projetada
e depois executada
Tive um alcance de projeto
de, no máximo, vinte anos
Nesse extenso periodo
para funcionar e dá certo
evitando ledos enganos
foram recomendados
alguns simples cuidados
para que eu, como distribuidora
do precioso manjar
que é a água tratada
não tivesse qualquer dano.
Para isso era preciso controlar
a qualidade de meu produto
das bombas, seu estado atual
a pintura renovar
o liquido precioso não contaminar
as pressões verificar!
Ontem ou antes de ontem, nem mais sei
parte de mim foi embora
Justamente onde outrora
tinha uma bomba a recalcar
o manjar para o andar
que fica no topo e dá para se avistar!
Por que isso aconteceu?
Cuidados periódicos no local
que não permitissem de forma banal
uma tragédia acontecer!
Talvez devesse ser aprovado e cumprido
um novo Decreto - lei
exigindo melhor gerenciamento
e uma excelsa manutenção
principalmente em locais
onde há aglomeração
de parte da população!
Isso, mesmo em concreto
mesmo com ferragem , sou fornecedora
do bem mais precioso ao humano
A água que foi perdida escorreu,
célere pela Avenida e desapareceu
Água que muitos tem dificuldade de pagar
Água preciosa que a muitos males pode curar!
Choro, pela perda incomensurável
Pela tragédia lamentável
que em mim aconteceu!







Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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