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sábado, 6 de outubro de 2018

Retrospeto das minhas crónicas de ficção



Fidel, agora é esperar

Carlos Alberto Alves

Roberto adiou para o próximo ano o show a realizar em Cuba. Ele, aliás, quer cada vez mais distância de qualquer posicionamento político. Verdade, verdadinha, que Roberto não se quer misturar em atos políticos e outras coisas tais.

Roberto Carlos em Cuba. Estou a ver o Fidel de Castro, a família e seus comparsas, assistindo ao espetáculo na primeira fila com uma bandeira do PT, aliando-se assim à facção Lula-Dilma. Com uma bandeira do PT e seus seguranças por ali perto. Seguranças? E os do Roberto? Também por ali para impedirem alguma manifestação menos correta (de política, claro) dos Castros, em prol dos dois já citados políticos do Brasil que, bem vistas as coisas, são boas pessoas e não roubaram nada. Tudo bocas da oposição. É que gente fina é outra coisa. Mas estávamos a falar de seguranças. Do Fidel e os do Roberto. Acredito que os do Roberto são mais fortes e capazes de, ao primeiro Rond, acabarem com os "fidelistas".

Mas nada melhor do que Roberto Carlos aparecer em pleno palco cantando “Emoções”. Fidel levanta-se e manda um dos seus seguranças arrumar a bandeira do PT, uma vez que estava convicto de que Roberto estava do lado deles. E foi mesmo um dos seguranças do Roberto que, em surdina, informou o Fidel de que o seu patrão nada quer com a política. O que ele gosta mesmo é de cantar, sublinhou o segurança do nosso Robertinho. Fidel fez um gesto com a cabeça, ou seja, que concordava com esta posição do cantor. E mais: solicitou ao segurança do rei que transmitisse este seu pedido: queria que Roberto, ao cantar Champagne, não oferecesse o líquido aos cubanos presentes. Seria um desperdício porque eles só gostam de charutos. E ele, também, afina pelo mesmo diapasão, isto é, adora charuto de manhã à noite. E o filho foi pelo mesmo caminho. E só não passou para o Roberto uma caixa de charutos, atendendo ao facto de que o rei já não fuma há muito tempo. Antigamente, lá ia uma cachimbada.

Pois é meu caro Fidel, espera para o ano de 2017 para veres o maior cantor romântico da América do Sul. Nessa altura, arranjaremos um novo quadro de ficção. Por certo, Fidel, que o Roberto te vai oferecer uma rosa vermelha. Ou preferes branca, a cor da paz?
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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