Clélio Meneses
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Quis o destino que estivesse a almoçar na sede do glorioso SCP no dia em que se escreve uma das suas mais brilhantes páginas e constatasse recordada numa da suas paredes uma das principais razões para este ser uma das referências da minha vida... Vá encarnados!!! Viva o Praiense!
Francisco Cardoso
"...o casal tinha erguido pouco a pouco aquelas paredes para sua habitação, trazendo tijolos e areia, acomodando-se numas divisões “minúsculas, cheias de remendos”. Eram “muito humildes”, contaram os vizinhos, eufemismo para muito pobres, e por isso mesmo, nos vários textos que fui lendo, o que mais me chocou acabou por ser a descrição da demora no acesso a um bem essencial – a energia eléctrica. Porquê? Porque António e Helena Vieira não tinham dinheiro. Só agora é que tinham “conseguido acabar de pagar a baixada da eletricidade, com o dinheiro das vindimas”, e logo aconteceu a tragédia, contou um dos vizinhos. Só agora, tarde demais: a electricidade só deveria chegar esta semana.
Foi assim que a morte chegou – porque usavam um gerador a gasolina para terem luz. Tudo porque não houvera dinheiro mais cedo para a tal “baixada da electricidade”.//""
Anedótico foi o caso do preso em domicilio que não tinha dinheiro para pagar a electricidade, e, que portanto… e fica a minha pergunta: quem deve pagar a electricidade da pulseira

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