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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Do poeta-escritor Alexandre Oliveira


Sonhos Dourados


Todo este ocorrido numa sala de aula onde eu conversava com um ou dois amigos durante o intervalo. Enquanto, sabemos que todo mundo tem um amor na vida.

Você sabe aquela vontade de ser percebido por alguém que não te dá bola e quando olha faz jeitinho de nem mesmo estar aí?... Foi o que aconteceu esses dias comigo.  Eu acho até que ela imaginou, eu sendo o avô dela do que o seu tio dentro de uma sala de aula onde tem mais rapazes abonado do que tem moça cursando algum curso superior. Aquela mulher dentre seus trinta e poucos anos, beirando já os seus quase quarenta anos poderia muito bem sorrir que imaginar eu ser o seu avô.  

Mesmo que seja evidente que para o amor, não tem idade.  Ele nasce a qualquer dia e a qualquer hora que possa entender como que uma terna amizade. Mas aquela de mais, ou menos metro e sessenta poderia ter muito mais do que ela tem para mim, se assim dela fosse esperado. Uma mulher morena, e muito bonita, parecendo assim Giselle Itiê, a bela Zipora, esposa de Moises, na série Os Dez Mandamentos. Era muito para o meu caminhãozinho um tanto quanto chinfrim.  Ela passou, e nem mesmo olhou para este que dentre tantos parece amado. Bem-amado. Revivi meus sonhos dourados.  Tipo aquele: que a gente sonha somente para si.  E não compartilha porque poderá vir ser pecado. Se bem, que este passe depois da linha do Equador.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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