Confesso que fiquei a dever muito a este cidadão de nome Florival Bettencourt Sancho. Graças a ele, e ajuda de outros com informações consentâneas, entrei para a Junta Geral logo após ter regressado de Angola, isto em 1967. Cheguei em Abril e em Junho dava entrada na Junta Geral de Angra do Heroísmo, presidida pelo Dr. Agnelo Ornelas do Rego e chefe de secretaria Alberto Louro da Silva Lopes, que, também, foi um dos maiores mentores para a minha entrada na referida instituição pública.
Florival Sancho, foi sempre um verdadeiro amigo, colaborante quando eu necessitava de sair para fazer jornalismo. E recordo-me que, em Setembro de 1973, quando fui convidado para assistir à festa do Eusébio, contei com a sua ajuda no sentido de ficar em Lisboa 15 dias, de licença particular. Hoje podemos falar nisso. E muito mais fez por mim em termos de dispensas do serviço. Ele sabia que eu já tinha uma enorme paixão pelo jornalismo. Ademais foi um excelente conselheiro. visto que passou a ser, assiduamente, um dos meus leitores.
Estava eu em São Miguel na chefia do Jornal do Desporto, em 1991, quando soube que Florival Sancho tinha sido transferido para o hospital de Ponta Delgada gravemente doente. Uns dias depois, encontrei o filho Filipe Sancho na Rua Machado dos Santos que me dava esta triste notícia: meu pai acabou agora de falecer. Um choque grande. Passei o dia no jornal com um forte ar de tristeza por ter perdido alguém que muito me ajudou no início da minha vida. BEM HAJA Florival Bettencourt Sancho. Descansa em Paz. És sempre recordado como amigo do coração e um talento da nossa terra e um cristão sincero, conforme constatei por diversas vezes através dos seus atos. Foram atos e não apenas palavras.

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