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485º Aniversário da Cidade de Angra do Heroísmo

sábado, 19 de janeiro de 2019

António Moniz Barreto Corte Real


António Moniz Barreto Corte Real (Angra, 8 de Dezembro de 1804 — Angra do Heroísmo, 23 de Setembro de 1888), foi um político, jornalista, escritor e professor liceal açoriano.
Biografia[editar | editar código-fonte]
Foi filho de João Moniz Corte Real e de D. Mariana Isabel de Sá, ambos ligados a importantes famílias da pequena aristocracia da ilha Terceira.
Depois de obter o grau de bacharel em Cânones pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde concluiu o curso em 1831, ingressou na carreira docente, sendo nomeado professor proprietário da cadeira de matemática e geometria, geografia e cronologia da cidade de Évora, cargo que exerceu até 1834.
Em 1834 foi nomeado professor das 3.ª e 4.ª cadeiras do Liceu de Angra do Heroísmo, voltando para a sua cidade natal. Iniciou então uma fulgurante carreira política que logo em 1847 o levaria a Comissário dos Estudos para o Distrito de Angra do Heroísmo e Reitor do mesmo liceu.
Exerceu com distinção, por diversas vezes, os cargos de vereador da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, vogal da Junta Geral e do conselho de Distrito de Angra do Heroísmo, e o de juiz substituto de direito.
Para subsídio da instrução primária escreveu ou compilou vários livros, entre os quais se destaca o livro Belezas de Coimbra. Colaborou em vários jornais angrenses e foi o fundador do jornal literário O Liceu, que se principiou a publicar em 1857. Foi também fundador do jornal O Anunciador da Terceira.
Quando em 3 de Março de 1845 se lançou a primeira pedra do monumento a D. Pedro IV de Portugal, era o Dr. António Moniz Barreto Corte Real vice-presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. O brilhante discurso, que pronunciou neste acto solene, foi a prova incontestável dos seus sentimentos patrióticos e liberais.
Foi desde cedo considerado pelo seu superior talento e grandes conhecimentos, uma figura distinta que honrou a pátria e as letras. A ele se deve a edição da obra de Francisco Ferreira Drummond intitulada Anais da Ilha Terceira, hoje considerada um dos marcos da historiografia açoriana.
Obras publicadas[editar | editar código-fonte]
Para além de múltiplos discursos, relatórios e importantes artigos, que foram publicados em vários jornais, é autor, entre outras, das seguintes obras:
Belezas de Coimbra, l.ª parte, l vol., 1831.
O Desejo.
Dilúvio de Salomão de Gessenez.
A Violeta, 1844.
Bibliotecazinha da Infância, 1846.
Selectazinha da Infância.
Sinopse da gramática portuguesa.
Referências[editar | editar código-fonte]
Alfredo Luís Campos, Memória da Visita Regia à Ilha Terceira, Imprensa Municipal, Angra do Heroísmo, 1903.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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