O tempo escapa-se entre os dedos, como nuvens ao vento,
Ensaboo a alma, poupo-a,
Quero-a como ontem,
Como sempre, rebelde e frontal,
Lavo o corpo, tropeço nas rugas, tão minhas,
De tantas quedas, desilusões, partidas,
Tanto amor e querer,
Tanta luta e noites acordada,
Medos e pesadelos,
Sonhos grandiosos,
Sorrisos de luz e cor,
Dois amores maiores,
Duas filhas só minhas,
Dois netos adoráveis,
Uma vida que não escolhi,
Que me saiu na rifa,
Voltaria a viver pelo amor que dei e que tenho.
Lavo a alma, para que se conserve,
Sem vestígios de nada que não seja amar, amar e amar.

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