Francisco Vieira Goulart
nasceu na Horta, a 8 de Março de.1758 e faleceu no Rio de Janeiro, em 1830.
Estudou na então vila da Horta e foi destinado pelo pai à vida eclesiástica.
Partiu para Coimbra onde se doutorou em Filosofia viajando de seguida pelas
cidades da Europa. Regressou ao Faial em 1807, a convite do juiz de fora
Joaquim Gaspar de Almeida Cândido. Elaborou com ele uma memória sobre o Faial
com especial destaque para a agricultura.
Aberto concurso para a
vigararia da matriz hortense apresentou-se a concurso, mas o bispo opôs-se a
que fosse provido, alegando incompetência para o cargo por ser surdo. Contudo,
sempre se suspeitou que a verdadeira causa eram os ideais liberais do
concorrente. Desgostoso, emigrou para o Rio de Janeiro onde foi bem recebido
por D. João VI que o nomeou chantre da Sé de Angra, o encarregou da direcção do
Jardim Botânico e do Laboratório Químico da Corte e o fez fidalgo capelão. Foi
ainda sócio correspondente da Real Academia das Ciências de Lisboa.
Poeta neoclássico, da
sua poesia só se salvaram poucas composições por terem sido publicadas
postumamente no jornal O
Grémio Literário, da Horta. Foi também tradutor.
Obras poéticas: Poesia Completa «Antigualhas» In
Boletim do Núcleo Cultural da Horta, e «Memória sobre a construção de
nitreiras».

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