JORNALISMO EM DESTAQUE

485º Aniversário da Cidade de Angra do Heroísmo

domingo, 13 de janeiro de 2019

Venha tomar um café comigo - JORGE CLAUDINO SILVA


Aquando da minha última viagem aos Estados Unidos para fazer cobertura da célebre Maratona de New York, tive o grato prazer de reencontrar velhos amigos num almoço proporcionado pela querida amiga e hoje Deputada na Assembleia da República pelo ciclo da emigração portuguesa, Maria João Ávila. Nesse almoço, que decorreu no Lar dos Leões em Newark, a presença do Jorge Claudino e do Eduardo Silveira que comigo esteve em Angola no período de 1965 a 1967. Fomos juntos e juntos regressamos à nossa terra.

                                                            
O Jorge Claudino participou em quase todas as atividades desportivas em representação do Liceu Nacional de Angra do Heroísmo, no tempo áureo do outro grande amigo professor Nuno Marciano Monteiro Paes. Era o Jorge uma figura destacada dentro do seu próprio grupo. E é uma questão de ser ver os seus álbuns de fotos no facebook. Os bons-velhos-tempos do Liceu Nacional de Angra do Heroísmo. E que mais dizer do Jorge Claudino? Não foge ao estigma de ter sido um galã do burgo angrense. Sempre com bons fatos (para os brasileiros diz-se terno), até porque o pai era um excelente alfaiate, com oficina virada para a Rua de Santo Espírito, uma vez que a casa (onde hoje mora a família do Chico Toste) ficava na esquina da Rua do Morrão. E todas as vezes que eu descia do Corpo Santo para o centro da cidade me deparava com o senhor Claudino e seus ajudantes (creio que também a esposa) no lufa-lufa diário. Cose aqui, passa ali, emenda do outro lado, era assim a alfaiataria do senhor Claudino, diga-se uma excelente pessoas e que encaminhou os filhos (3) para uma vida segura. E exceto a Diva que casou com o Mário Lino e reside em Lisboa, todos os restantes emigraram para os Estados Unidos, Estado de New Jersey.
O Jorge Claudino tem muitas histórias de estudante. Mas aqui fica a nossa própria dúvida: será que ele também foi um daqueles “meninos da cidade” (como eram rotulados na altura) que foi aprender a dançar com o Mestre Alberto Araújo? É que bailes também eram com ele. Não podia perder o estatuto de galã.
Meu caro Jorge Claudino foi um prazer ter-te reencontrado no ano de 2000 em Newark. Um almoço inesquecível e um papo ainda melhor, a recordar coisas da nossa terra.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

Sem comentários:

Enviar um comentário