A EPIDEMIA DESTE SÉCULO! (o que fazer quando me reformar?)
Gosto de falar com pessoas, gosto de aprender, todos os dias, com pessoas que sabem mais do que eu, ou com quem tem opiniões diferentes em relação a qualquer assunto.
Um assunto que vem ultimamente à baila, é a idade, ou o chegar à reforma e pensar: E agora?
Não é nada fácil! Por acaso, ou não, apesar de já não ser menina, nunca senti esse sentimento, ou seja, se calhar, não tive tempo para me aperceber que todos que não morrerem novos, vão ter que enfrentar essa situação, mais cedo ou mais tarde.
Nós devemos preparar a nossa velhice, durante a vida. É que chegamos à reforma, e ficamos a pensar o que iremos fazer dali para a frente?
As pessoas têm que se reinventar, criar oportunidades, realizar os sonhos que lhes restam, por vezes, ajudar a família, mormente os filhos e os netos, tanta vez à espera que os avós se reformem para que tenham mais tempo para eles. No entanto, não será suficiente, pois as pessoas reformadas gostam de ter tempo livre para o que mais gostam, para elas próprias.
Um conselho àqueles que chegaram a essa idade sem esperança de futuro.
Um dos pontos fundamentais, é levantar-se cada dia com objectivos, com finalidades...nada de ficar no marasmo à espera que as coisas aconteçam.
Eu tenho a sorte de ter uma filha ainda jovem. É ela o meu impulsionador. É ela quem me faz levantar cada dia, com objectivos, com planos traçados, a fim de que tudo corra bem, ou mais ou menos bem. Cabe animar-me a mim todos os dias, retemperar forças, quer seja a nível de uma boa alimentação, exercício físico e conversar com quem gosto e me levanta o astral. A leitura também é um meio a que recorro, faz-me viajar, ir ao encontro de outros lugares, outras pessoas...é um prazer simultâneo, ao mesmo tempo ganho conhecimento, como também me divirto a ouvir e a compreender o Mundo das outras pessoas, sempre tão enriquecedor, se estivermos atentos.
Recorrer à escrita, pode ser um método de se sentirem ocupados e úteis. Ler, sair, ver lugares que nunca viram, mesmo na sua própria Ilha, no lugar onde moram, visitar amigos.
Conheço pessoas que vivem sós e o melhor e único momentos que têm de alegria, são aqueles que recebem a visita de algum amigo. Basta tão pouco para fazer alguém feliz. Um sorriso, uma palavra de conforto, um pequeno gesto, às vezes é o suficiente para mudar a vida de alguém.
Vamos lá! Aqueles que ultrapassaram a bonita idade dos sessenta, não se dêem por vencidos. O Mundo ainda espera muito de vós. Ainda têm muito para dar e receber neste Mundo de intercâmbios.
Apenas algumas sugestões de quem tem muito a aprender.
20-02-2019
Graziela Veiga

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