Viajei contigo e só,
Sozinha,
Sem bagagem, nem adornos,
Vestida de mim,
Do meu sentir e da minha "maldita" frontalidade.
Queria-te para mim..
Escrevia poemas de madrugada,
Passava as noites acordada,
Caminhava sem chão,
Não pedi nada,
porque no amor, nada se pede,
Dei tudo, tudo que queria ter para mim,
Fui eu..
Com todos os meus defeitos,
As minhas manias,
As angústias,
As canseiras medonhas,
Que me roubam o sono,
A vida , por vezes azeda e dura,
Fui eu sempre,
Aquilo que queria que fosses, tu,
Não sei se existes,
Que merda importa isso agora?
Será que existis - te, ou foi uma visão?
Recordas?
Utopias minhas...
Como vais recordar aquilo que não lembras?
Oh! Maldita memória, a minha,
Esqueci, tinha-me esquecido,
Eu pedi, pedi só uma coisa!
Um dia de inverno, de marés de sonhos,
De gaivotas cantadoras,
De céus turquesas e prometedores,
Dizia eu, como podia esquecer?
Foi na casa do farol,
Do farol aceso e radiante,
Abracei-te,
Olhei os teus olhos e disse...
Não me defraudes ,
Deixa - te querer.
Idiota!
Pedi demasiado...

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